Vírus pode impactar PIB do Brasil, diz secretário do Tesouro

Vírus pode impactar PIB do Brasil, diz secretário do Tesouro

O impacto do surto de coronavírus na economia brasileira, dados mais fracos sobre a atividade e dúvidas sobre a agenda de reformas económicas geraram novas revisões para baixo nas estimativas de crescimento do país.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta quinta-feira (27) que o coronavírus pode afetar o crescimento global neste ano e o preço das commodities. Ele afirmou que é precisoesperarpara saber quais serão os efeitos no Brasil, mas reconheceu que o país pode ser afetado.

`Se a gente tiver uma queda muito forte na projeção de crescimento mundial, ele passa a ser um fenômeno mundial e afeta todo o mundo, eo Brasil também`, disse.

`O risco é tanto no preço de commodities como no crescimento menor do mundo. A gente tem que observar e estar preparado`, afirmou.

O Ministério da Economia está monitorando o avanço do contágio e seus possíveis impactos na economia. Nas proximassemanas, o time de Paulo Guedes (Economia) deve divulgar um relatório com a nova projeção para o PIB de 2020 {hoje em 2,4%).

A estimativa guia as projeções de receita federais e também a necessidade de eventuais contingenciamentos, algo que deve ser divulgado por meio do relatório bimestral de receitas e despesas até o dia 11 de março.

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro culpou o surto do coronavírus pela nova escalada do dólar.

`Estamos tendo problema nesse vírusaí, o coronavírus. O mundo todo está sofrendo. As Bolsasestáo caindo no mundo todo, com raríssimas exceções. O d ólar ta mbém está se valorizando no mundo todo, e no Brasil o dólar está R$ 4,4a. A gente lamenta, porque isso aí, mais cedo oumais tarde, vai influenciar naquilo que nós importamos, até no pão, o trigo. Vai influenciar;´

 Fábio Pupo e Talit a Fernandes

 

Estimativas para crescimento em 2020 recuam até 1,4%

O impacto do surto de coronavírus na economia brasileira, dados mais fracos sobre a atividade e dúvidas sobre a agenda de reformas económicas geraram novas revisões para baixo nas estimativas de crescimento do país.

 Nesta quinta (27), o Bank of America Menill Lynch reduziu sua perspectiva de crescimento do Brasil em 2020 de 2,2% para 1,9%, se juntando a outras instituições financeiras que já haviam cortaram suas projeções para baixo dos 1%. Na quarta-feira, o JPMorgan já havia revisado sua projeção de 1,9% para 1,8%.

 Segundo reportagem da Folha, o ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta desgastes com Jair Bolsonaro e passou a ser cobrado por resultados. O presidente reforçou a Guedes a necessidade de que, neste ano, a atividade econômica cresça, no mínimo, 2%. A previsão oficial de crescimento do governo para 2020 permanece em 24.%.

`O surto deve impactar negativamente as exportações. Dadoso maior impacto esperado do vírus e os contínuos indicadores de atividade econômica s e m sinal uniforme no Brasil, reduzimos nossa previsão` afirmaram os economistas do banco, David Beker e Ana Madeira, em relatório.

Outros analistas, como a empresa de pesquisa britânica Capital Economics, estão mais pessimistas, prevendo crescimento de 1,5% nesteano. O BNPParibas reduziu sua previsão de crescimento de 1% para 1,5%.

O Fator foi ainda mais pessimista e derrubou sua projeção de 2,2% para 1,4%. Estimativa do banco BBVA está em 1,9% desde janeiro.

Nas últimas semanas, também revisaram para baixo suas projeções, embora ainda no piso de -2%, Santander, UBS, Barclays e Safra.

 Na contramão da maioria dos analistas, o banco Suíço Julius Baerprojeta desaceleração no próximo ano, com projeção de 2,0% para 2020 1.5% para 2021.

A mediana da mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, com projeções feitas na semana passada, está em 2,2%, mesma estimativa do Boletim Macro do Ibre/ FGV divulgado recentemente. Para 2021, está em 2,5%.

Alguns analistas aguardam a divulgação do PIB do último trimestre de 2019, na quarta (4), antes de revisar projeções.

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