Vendas para mercado argentino voltam a ganhar força

Vendas para mercado argentino voltam a ganhar força

Com resultados negativos desde 2019, exportações para país vizinho subiram em outubro e novembro

Com resultados negativos desde 2019, as exportações brasileiras para a Argentina voltaram ao azul em outubro e novembro, destaca o Boletim Macro, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). O vizinho sempre foi um destino importante para os produtos da indústria, mas, com a recessão iniciada no ano passado no país as vendas diminuíram de forma significativa.

Cerca de 90% das vendas brasileiras para o mercado argentino são de itens da indústria de transformação e, de acordo com o Ibre-FGV, essas exportações ajudaram a manter o bom nível da produção industrial brasileira nos últimos meses.

Em outubro, as exportações totais para o vizinho cresceram 20,8%. Somente os embarques de bens duráveis aumentaram 40,8%. Em novembro, as vendas totais aumentaram 43,2%, enquanto as vendas de duráveis cresceram 131%.

As exportações de bens intermediários para a Argentina também tiveram crescimento expressivo em outubro (19,8%) e novembro (42,1%), na comparação com os mesmos períodos do ano passado.

“Em outubro e novembro, a Argentina contribuiu para o aumento das exportações de bens duráveis do Brasil, o que ajudou a indústria de transformação. Acredito que há um processo de reaquecimento de demanda, um câmbio desvalorizado que ajuda os produtos a ficaram mais competitivos e também uma baixa base de comparação”, observa Luana Miranda, economista dobre. Em termos reais, a taxa de câmbio efetiva se desvalorizou 30% entre janeiro e novembro deste ano.

Lia Valls, pesquisadora do Ibre, ressalta que há um acordo automotivo entre os dois países, uma ordenação de mercados que obedece às estratégias das montadoras. Mas não deixa de ser um sinal positivo para o setor automotivo, após meses seguidos de quedas nas vendas para a Argentina.
Ainda é incerto se a tendência vai se manter, já que recessão argentina continuará em 2021.

Para além das vendas externas, Lia destaca o crescimento das importações, em novembro, dos bens de capital pela indústria de transformação. Também as compras de bens intermediários, após meses consecutivos de queda, registraram aumento de 11,1% no mês passado. “Esses dois resultados indicam uma recuperação da indústria de transformação”, diz.

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