Unctad vê Brasil mais dependente de commodities

Unctad vê Brasil mais dependente de commodities

Em dez anos, participação de produtos básicos nas exportações subiu de 56,5% para 66,6%, dirá relatório a ser divulgado em setembro

O Brasil tornou-se claramente mais dependente das exportações de commodities. É o que
mostrará um relatório da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento
(Unctad) a ser divulgado em setembro. Pelo conceito da agência da ONU, um país é
“dependente de commodities” quando pelo menos 60% da receita de suas exportações de
mercadorias vêm desses produtos.

No caso do Brasil, o relatório apontará que as exportações de produtos de base pelo país
representavam 56,5% do total das exportações em 2008-2009. Dez anos depois, a fatia subiu
para 66,6%.

Ontem a Unctad divulgou outro estudo no qual o Brasil não aparece ainda como dependente
de commodities, mas a Argentina sim (cerca de 70% da receita das exportações). Mas técnicos
dizem que a situação é dinâmica e precisa ser monitorada com frequência.

Segundo esse estudo, 64% das economias em desenvolvimento dependem dos embarques
de commodities, em comparação a 60% dez anos atrás.

O levantamento calcula que, sem mudanças na situação atual, seriam necessários 190 anos a
um país dependente de produtos de base para reduzir pela metade a diferença entre sua parte
atual de commodities nas exportações totais comparado a países não dependentes, em média.

A agência da ONU mostra que a dependência a produtos de base é fortemente associada a
fracos níveis de tecnologia. Por um índice elaborado pela Unctad, o Brasil tem o maior nível de
desenvolvimento tecnológico entre os países dependentes de commodities, mas esse índice é
de 32,7 diz Janvier Nkurunziza, economista da Unctad, ainda baixo comparado à referência de
100 caracterizando a capacidade tecnológica dos EUA.

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