Trump mira reeleição e reduz cota de importação de aço semi-acabado do Brasil

Trump mira reeleição e reduz cota de importação de aço semi-acabado do Brasil

Presidente americano atendeu pedido da indústria local; corte foi negociado nos últimos 25 dias e parcela excluída volta a ser discutida no final do ano

O presidente Donald Trump reduziu a cota de importação de aço semi-acabado do Brasil, revendo ura acordo firmado em 201N. Não houve alteração nas tarifas. As receitas com exportações de aço do Brasil p ara os EUA totalizam anualmente US$ 2,6 bilhões (£i$ 14 bi lhões). Cerca de 85% do volume total, o equivalente a 3,5 milhões de toneladas, são de semi-acabado que servem de matéria-prima para a indústria americana.

A proclamação que oficializou a mudança foi assinada por Donald Trump na sexta-feira {28) e confirmada pelo governo brasileiro neste sábado (29).

`A medida mantém a isenção de tarifas sobre o comércio bilateral do produto intra-quota, a exemplo do que ocorreu em 2019 como resultado de contato entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump` diz texto da nota eonjun ta emitida pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores.

Segundo Marco Polo Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, entidy de que representa a indústria, houve uma negociação, ao longo dos últimos25 dias, para fonnalíz ar a redução da cota e, apesar de haver perdasfinanceirasparao setor, ele acredita que o resultado foi O melhor possível.

`Sendo sincero, politicamente, o resultado foi po sitivo`, diz Lopes. `E a participação do presidente Jair Bolsonaro foi decisiva. Ele ligou para Trump, explicou a situação e a nossa percepção é que esse con tato foi decisivo pai a que não houvesse truculência do lado americano.`

C oin a pand e mia do novo coronavirus, houve queda na demanda em vários seg mentose as usinas americanas passaram a ter ociosidade. Uma alternativa para muitas delas foi produzir aço semi-acabado.

Parte do setor reivindicou que a gestão Trump adotasse alguma medida para priorizar o produto nacional. Como Trump está em campanha para a reeleição, a demanda foi atendida.

Na primeira manifestação, o governo americano disseque precisava rever os embarques porq ue haveria concentração de entregas. A entidade demonstrou que isso não ocorria. Os americanos, então, deixaram claro que precisavam rever o acordo de 2018, sob pena de terem inclusive de elevar a taxação.

Representantes daindústria brasileira, então, avaliaram as entreg as prevista e sugeriram a exportação de cerca de um terço do permitido, o equivalente a 100 mil toneladas. O governo americano veio com a contraposta de 60 mil toneladas e o acordo foi fechado.

As 3,5 milhões de toneladas de semi-acabados são exportados do Brasil para os EUA em quatro parcelas; três, que eqüivalem a 30% do total cada, e uma final de 10%.

Neste ano, o Brasil já exportou 90% da cota. Arestrição sobre parte dos 10% restantes, que somam 350 mil toneladas que ainda poderiam ser embarcadas. A indústria brasileira poderá enviar 60 mil toneladas. O destino das 29a mil toneladas restantes volta a ser discutido em dezembro.

Larissa Garcia e Alexa Salomão

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