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Trump ameaça enviar 5 mil militares para resolver crise na Venezuela

Trump ameaça enviar 5 mil militares para resolver crise na Venezuela

Pressão internacional. Após reunião com líder colombiano, Iván Duque, presidente americano diz que Maduro cometeu ´erro grave´ ao impedir entrada de ajuda humanitária e sugere que intervenção é uma das opções estudadas pela Casa Branca

Pressão internacional. Após reunião com líder colombiano, Iván Duque, presidente americano diz que Maduro cometeu ´erro grave´ ao impedir entrada de ajuda humanitária e sugere que intervenção é uma das opções estudadas pela Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer ontem que `todas as opções estão sobre a mesa` quando o assunto é a crise na Venezuela. Em encontro com o presidente da Colômbia, Iván Duque, na Casa Branca, Trump deixou em aberto mais uma vez o quão longe o governo americano pretende chegar caso Nicolás Maduro não deixe o poder mesmo com a pressão doméstica e internacional contra seu governo.

`Sempre temos um plano B, C e D, E, F`, disse Trump aos jornalistas ao ser questionado se há uma estratégia definida pela Casa Branca para o caso de Maduro não d eixar opoder.Duque, porém, descarta a possibilidade de uma ação militar, que também enfrentaria resistência do Congresso americano. Na Casa Branca, o presidente da Colômbia enfatizou o papel do `cerco diplomático cadavez mais efetivo`.

Trump foi questionado se pretendia enviar 5 mil soldados à Colômbia. `Vamos ver`, respondeu. A frase `5 mil soldados para a Colômbia` foi vista no caderno de anotações do assessor para Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, durante pronunciamento à imprensa no final de janeiro.

A Colômbia foi um dos primeiros países a reconhecer o presidente da Assembleia Nacional d a Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país, após os EUA terem tomado a decisão. A Colômbia é unidos países mais afetadospela crise venezuelana e já recebeu mais de 1 milhão de imigrantes.

Duque afirmou ontem, após a reunião com Trump, que é preciso transmitir uma mensagem `muito forte à ditadura: obstru ir a entrad a d e aj u da humanitária é um crime contra a humanidade`. Com isso, o colombiano indica mais complicações para Maduro no cenário externo. Em setembro, seis países entreeles a Colômbia - enviaram ao Tribunal Penal Internacional (TPI) um pedido de investigação por crimes contra a humanidade cometidos por Maduro.

Nas palavras de Trump, o bloqueio da entrada de medicamentos e alimentos enviados por países como EUA e Canadá foi um `erro terrível` de Maduro e um exemplo do que pode ocorrer quando maus governantes estão no poder. Em Caracas, o regime chavista afirma que os EUA pretendem usar a entrada da ajuda humanitária para promover um golpe de Estado.

Ontem, Duque afirmou que é preciso garantir a chegada de ajudahumanitáriaaosvenezuelanos. Em declaração conjunta,

PARA ENTENDER

Sob a proteção de Tony Blair A idéia de intervenção humanitária é nova e ganhou tração após a falta de ação da comunidade internacional no genocídio de Ruanda, em 1994. Um de seus ideólogos foi o ex-premiê britânico Tony Blair, que usou o termo `responsabilidade de proteger` para justificar uma ação contra a guerra étnica no Kosovo, em 1999. Na prática, a suspensão da soberania em casos de genocídio e crimes contra a humanidade foi usada na África, mas nunca na América Latina. os presidentes de Colômbia e EUA disseram que estão comprometidos em `adotar passos para solucionar a crise humanitária` na Venezuela. No comunicado, os dois países dizem ainda que ficam lado a lado, com `muitas outras nações`, diante do que classificaram como `provocações do ilegítimo e ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro e daqueles que trabalham em seu nome para minar a segurança da região`.

Duque permanece nos EUA até sábado. No primeiro dia de visita, além da reunião na Casa Branca, o colombiano se reuniu com autoridades políticas americanas, como a presidente da Camara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, e com o embaixador de Guaidó nos EUA, Carlos Vecchio. O diplomata venezuelano pediu a Duque a continuidade da pressão da comunidade internacional sobre Maduro. Drogas. Ontem, em um raro momento de tensão no encontro, Trump sugeriu que a Colômbia está atrasada no trabalho de erradicação do cultivo de coca. `Neste momento, não diria que estão cumprindo o programado, mas espero que o façam em algum momento no futuro próximo`, disse Trump.

Em resposta, Duque defendeu o ritmo de trabalho de seu governo e afirmou que `nos primeiros quatro meses` do seu mandato foram erradicados 60 mil hectares. `Muito mais do que foi erradicado nos últimos seis meses`, disse o presidente colombiano.

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