Temor com guerra comercial faz dólar subir 0,12%

Temor com guerra comercial faz dólar subir 0,12%

Prisão de executiva chinesa derruba mercados globais, com quedas acima de 3% na Europa. Bolsa brasileira encerra com perda de 0,22% após declaração de dirigente do BC americano sobre juros

A onda de aversão a risco que tomou conta dos mercados financeiros nos últimos dias garantiu ontem mais um pregão de desvalorização das ações e alta do dólar frente ao real. A prisão da vice-presidente do Conselho de Administração da gigante de tecnologia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, gerou temor de recrudescimento da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Isso derrubou as principais Bolsas de Valores globais. A queda só se atenuou no fim do dia após um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) defenla der um ritmo mais suave de aumento de juros na maior economia do mundo. 

O dólar comercial, que chegou a ser negociado a R$ 3,94, encerrou o dia cotado a R$ 3,87, alta de 0,12%. Foi a terceira valorização consecutiva da moeda americana. Já o Ibovespa, principal índice do mercado de ações local, fechou em queda de 0,22%, aos 88.846 pontos. Pela manhã, chegou a cair quase 2%. Segundo operadores, a fala do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, que defendeu uma postura mais suave no processo de elevação dos juros nos EUA, foi na mesma direção das declarações de Jerome Powell, presidente nacional da autoridade monetária, que na semana passada já havia indicado um movimento mais brando de alta. 

-A declaração reverteu um pouco a onda pessimista que se viu por aqui disse um operador da corretora de um grande banco, que preferiu não se identificar. 

PETROBRAS RECUA ATÉ 4,16% 

A prisão da executiva da Huawei, feita a pedido dos EUA, causou uma onda de pânico nas Bolsas. Na Ásia, os principais índices fecharam em queda. Em Tóquio, o Nikkei encerrou em baixa de 1,91%. Na China, o índice SSEC (Xangai) perdeu 1,68%. A desvalorização mais acentuada foi a do Hang Seng, de Hong Kong: 2,47%. Na Europa, o FTSE 100 (Londres) perdeu 3,15%; o DAX (Frankfurt) teve queda de 3,48%; e o CAC 40 (Paris) recuou 3,32%. Nos EUA, os principais índices acionários registraram quedas de quase 2% durante o dia, mas conseguiram reduzir as perdas. O Dow Jones perdeu 0,32%, e o S&P 500,0,15%. 

Na Bolsa brasileira, as maiores quedas foram de ações da Petrobras. Os papéis ordinários (ON, com direito a voto) recuaram 4,16%, enquanto os preferenciais (PN, sem voto) caíram 3,79%. A petrolífera foi afetada também pela desvalorização de 2% na cotação do barril de petróleo tipo Brent. Os bancos, de maior peso no Ibovespa, fecharam no azul. As ações PN do Bradesco subiram 0,58%, e as do Itaú,0,47%.

Joao Sorima Neto & Gabriel Martins

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