Temer usa máquina, barra denúncia e demonstra força

Temer usa máquina, barra denúncia e demonstra força

Maioria da Câmara nega aval para Supremo julgar acusação de corrupção

 Após uma mobilização que incluiu cenas de uso da máquina até no plenário da Câmara, o presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu uma importante vitória nesta quarta (2) com a decisão dos deputados de barrar a denúncia por corrupção passiva que ameaçava tirá-lo do cargo.

Confirmando as previsões otimistas do governo, votaram contra dar autorização a que a denúncia seguisse para o Supremo Tribunal Federal 263 deputados, maioria absoluta da Casa. Outros 227 parlamentares defenderam prosseguimento da peça elaborada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação da JBS.

Houve 19 ausências e 2 abstenções que, na prática, foram manifestações pró-Temer, uma vez que era da oposição a obrigação de reunir 342 votos pelo aval à peça de Janot. Se aceita pelo STF, a denúncia implicaria no afastamento do presidente por 180 dias.

Em pronunciamento após a votação, o presidente caracterizou o resultado como `uma conquista do Estado de direito, da força das instituições e da Constituição Federal`. Governistas comemoraram o fim da crise e disseram que Temer deve novamente se concentrar nas reformas.

Para isso, o presidente está disposto a tentar reconquistar votos perdidos, sobretudo do PSDB, que apoia as mudanças e será chave para a aprovação desta agenda. Os tucanos racharam ao meio, com 22 votos a favor de Temer e 21 contra.

A votação foi tumultuada, com provocações e bate-boca. Para sobreviver, o governo usou um vasto arsenal. Dez ministros se licenciaram para retomar seus mandatos. Entre eles, o da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, que examinavam a todo momento uma lista com emendas orçamentárias liberadas nos últimos dias.

Nas ruas, a sessão foi acompanhada com apatia e manifestações esvaziadas. 0 mercado, em contraste, reagiu de forma positiva: a Bolsa de São Paulo subiu 0,93% antes da votação, já com a expectativa de vitória de Temer. 0 risco-país recuou 1,42%.

0 fôlego ganho por Temer não significa necessariamente o fim da turbulência, no entanto. Janot se prepara para apresentar uma segunda denúncia contra o presidente, sob acusação de obstrução de justiça ao tentar comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso no Paraná. Deputados governistas comemoram voto decisivo para barrar continuidade de denúncia contra o presidente Temer

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