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Temer escapa, mas perde apoio

Temer escapa, mas perde apoio

Deputados impedem o envio ao STF da acusação contra o presidente, hospitalizado em Brasília durante a sessão

Deputados impedem o envio ao STF da acusação contra o presidente, hospitalizado em Brasília durante a sessão

A Câmara dos Deputados impediu, em votação nesta quarta (25), que a segunda denúncia da Procuradoria- Geral da República contra o presidente Michel Temer tivesse prosseguimento.

Oex-procurador-geralda República Rodrigo Janot acusou, no âmbito da Lava Jato, o peemedebista de obstruir a Justiça e comandar organização criminosa.

0 presidente teve 251 votos favoráveis na Casa, resultado pior que o registrado em agosto na análise da primeira denúncia (263), em que foi acusado de corrupção. 0 placar da oposição subiu de 227 para 233 ontem.

Eram necessários 342 votos (de 513) contra o presidente para que a denúncia fosse encaminhada ao STF.

0 governo se mobilizou nos últimos dias por apoio a Temer, acelerando liberação de verbas a parlamentares e atendendo a pleitos da numerosa bancada ruralista.

De manhã, enquanto assistia do Planalto à tramitação na Casa, Temer, 77, teve dificuldade para urinar e precisou ser internado. Passou por procedimento de desobstrução urológica e teve alta à noite. Poder A4eA10 Temer acena ao deixar hospital em Brasília; após passar por um procedimento emergencial, ele disse estar ´inteiro´ Deputados barram denúncia, mas presidente perde apoio Acusação contra Temer era de obstruir Justiça e liderar organização criminosa Governo obteve 251 votos favoráveis, 12 a menos do que a votação da acusação de corrupção, em agosto

Com um apoio menor do que o dado em agosto, a Câmara barrou nesta quarta-feira (25) a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer. O peemedebista obteve 251 votos para impedir o andamento das investigações, 12 a menos do que há cerca de três meses.

Já a oposição e os dissidentes da base govemista somaram 233 votos, um crescimento de 6 votos. Houve 25 ausências e 2 abstenções.

Seriam necessários 342 votos para que o Supremo fosse autorizado a analisar a acusação contra Temer e dois de seus ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

 

Apesar do êxito, o resultado reflete um contínuo enfraquecimento do já frágil apoio parlamentar a Temer, que reúne menos de 50% dos integrantes da Câmara.

Nos 14 meses restantes de mandato, o presidente manifesta a intenção de aprovar alguns temas, como a reforma da Previdência, que necessitam do aval de ao menos 60% dos congressistas.

Em um sinal dos percalços que deve enfrentar, o governo levou oito horas para reunir o número mínimo de deputados para abrir a sessão.

A análise do mapa de votação mostra derrota no PSDB, o principal aliado, e deterioração em quase todas as siglas. Além disso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dá sinais de distanciamento e de intenção de protagonizar a agenda legislativa daqui em diante.

O presidente da Câmara já listou a sua agenda dos próximos meses. Defendeu uma reforma da Previdência mais enxuta, propostas de segurança, mudanças no sistema de energia e na área de petróleo. LIMBO

Com o resultado, as duas denúncias contra Temer acusação de corrupção passiva na primeira e obstrução da Justiça e organização criminosa, na segunda ficam congeladas e só voltam a tramitar após o fim do mandato do peemedebista, em 2019.

Temer foi acusado de avalizar a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha pela JBS e de liderar um esquema que desviou mais de R$ 500 milhões pelo PMDB.

O resultado encerra um capítulo do conturbado momento político iniciado em maio com a divulgação do áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista.

Com base nesta delação e em outros elementos colhidos nas investigações, o exprocurador-geral da República Rodrigo Janot assinou as duas denúncias que colocaram sob risco o mandato de Temer.

Nos últimos dias, o governo movimentou a máquina pública federal para barrar a denúncia.

No varejo, Temer e seus ministros receberam centenas de deputados em encontros isolados e prometeram a aceleração da liberação de verbas para os redutos eleitorais dos parlamentares, loteamento de cargos federais e outras benesses públicas.

No atacado, o presidente atendeu, entre outros, a pleitos da numerosa e poderosa bancada ruralista, que emplacou, entre outras medidas, regras que dificultam a demarcação de terras indígenas, facilitam renegociação de dívidas rurais, enfraquecem a proteção ambiental e o combate ao trabalho escravo.

Deputados aproveitaram para cobrar do governo a promessa de entregar cerca de 6.000 ambulâncias feita às vésperas da votação.

Orientaram a favor de Temer PMDB, PP, Avante, PSD, PR, DEM, PTB, Pros, PSL, PRB, Solidariedade, PSC e PEN. Contra, PT, PSB, PDT, PC do B, Podemos, PPS, PHS, PSOL e Rede. Ficaram em cima do muro (liberaram as bancadas) oPVeo PSDB.

Nos discursos desta quarta, Temer foi acusado por vários deputados de comprar votos para permanecer no poder. `Não aceitamos que o presidente da República tenha que trocar votos por trabalho escravo no país`, afirmou Alessandro Molon (Rede-RJ). `São movidos por dinheiro. São confessadamente movidos por dinheiro`, disse Miro Teixeira (Rede-RJ).

Entre os defensores, discursou Wladimir Costa (SD- PA). `Para falar mal do presidente Temer tem que lavar a boca com soda cáustica. Os avanços estão aí`, discursou o deputado, (ranier bragon, Da- NIEL CARVALHO, BRUNO B0GH0SSIAN, MARINA DIAS, BERNARDO MELLO FRAN- CO, CAMILA MATT0S0) Apoiador de Michel Temer, o deputado Wladimir Costa (Solidariedade) segura cartaz em defesa de suspensão de denúncia

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