Temer defende mais pressão sobre Venezuela, mas descarta intervenção externa

Temer defende mais pressão sobre Venezuela, mas descarta intervenção externa

Em encontro com Trump, presidente diz que houve 'coincidência absoluta' com posições do americano

NOVA YORK - O presidente Michel Temer afirmou na noite desta segunda-feira, em Nova York, que houve `coincidência absoluta` sobre a situação da Venezuela em jantar oferecido por Donald Trump e que contou com a participação também de Juan Manuel Santos (Colômbia), Juan Carlos Varela (Panamá) e de Gabriela Michetti (vice-presidente da Argentina). Os participantes concordaram sobre a necessidade de mais pressão internacional, porém sem intervenção externa, segundo o mandatário brasileiro. Temer disse que não houve nenhum pedido especial de Trump para ele sobre o regime de Caracas:

Sanções não foram exatamente discutidas. Falou-se em sanções, mas as sanções são verbais. São palavras democráticas, são palavras diplomáticas, tal como aconteceu com a reunião de Lima, em que todos tomaram providências e como aconteceu no Mercosul. No Mercosul, quando nós fizemos a reunião na Argentina, a Venezuela foi excluída do Mercosul, ou melhor, nem chegou a entrar por não ter cumprido as cláusulas democráticas disse Temer. Todos querem continuar a pressão para resolver, mas a pressão diplomática.

Temer lembrou ainda do grave problema humanitário na Venezuela, dizendo que o Brasil ajuda com o envio de medicamentos e que já recebeu cerca de 30 mil refugiados, além de outros milhares que foram para a Colômbia e para o Panamá. Ele disse que a tônica do encontro foi a retomada da democracia.

As pessoas querem que lá se estabeleça a democracia. Não querem uma intervenção externa, naturalmente, mas querem manifestações que se ampliem dos países que aqui estão para os países da América Latina e aos países caribenhos de maneira a pressionar a solução democrática na Venezuela disse Temer, que não comentou sobre política brasileira com os repórteres.

O presidente brasileiro ainda ainda afirmou que tem mantido contatos com a oposiução veneuzelana:

Eu próprio relatei que recebi Leopoldo Lopez, tenho mantido os mais variados contatos, recebi a esposa dele, a mãe dele para revelar a posição do Brasil em relação ao Venezuela, coisa que não ocorria antes, né? disse Temer.

VISTO NO PANAMÁ

O presidente Juan Carlos Varela, por sua vez, afirmou que o Panamá recebeu, em seis anos, 60 mil venezuelanos e que, como isso tem aumentado, passará a exigir vistos para cidadãos do país a partir da próxima semana. Ele não quis indicar, contudo, isso como uma solução que poderia ser adotada pelo Brasil para pressionar Caracas.

Cada país tem que tomar suas próprias decisões afirmou Varela.

Segundo ele, todo o jantar girou em torno da Venezuela, falando um pouco dos furacões que atingiram o Caribe, mas sem avançar muito em questões bilaterais com nenhum país nem em temas econômicos.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino