Simulação de guerra na Amazônia durante visita de Pompeo foi ‘coincidência’, diz Mourão

Simulação de guerra na Amazônia durante visita de Pompeo foi ‘coincidência’, diz Mourão

12:18 - Vice-presidente voltou a dizer que não há tensão com a Venezuela

O vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, contemporizou nesta quarta-feira os treinamentos militares que simularam uma guerra na Amazônia, com emprego inédito de recursos, no mês passado. Em conversa com jornalistas no Planalto, Mourão disse que foi uma “coincidência” a simulação ter ocorrido no período em que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, visitou o país.

“Essas operações de adestramento são feitas em todo o Brasil. Na Amazônia é um pouco mais complicado por causa da mobilização de recursos que você tem que trazer do centro-sul do Brasil para poder mobiliar tropas que tem lá”, disse Mourão.

“Isso é normal dentro do Exército, é feito anualmente em todos os comandos militares de área.”

Para Mourão,o exercício militar e a visita de Pompeo ao Brasil no mesmo período foram “meras coincidências”.“Enós não temos tensão com a Venezuela”, completou.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal "O Globo", o Exército gastou pelo menos R$ 6 milhões para realizar a operação. Ainda segundo a notícia, os militares simularam um cenário de guerra, em que um suposto país “Vermelho” invadia um país “Azul”, sendo necessário expulsar os invasores.

A operação, de acordo com "O Globo", envolveu 3,6 mil militares e foi realizada num raio de 100 a 300 quilômetros de Manaus, no Amazonas, nos municípios de Manacapuru, Moura e Novo Airão. A simulação de guerra ocorreu entre os dias 8 e 22 de setembro; Pompeo visitou o Brasil no dia 18 daquele mês.

Ainda segundo o jornal, a simulação feita pelo Exército ocorreu num momento de animosidade das relações entre o Brasil e a Venezuela, devido ao fato de o governo de Jair Bolsonaro ter decidido retirar as credenciais dadas aos diplomatas do governo de Nicolás Maduro.

Questionado pelos jornalistas, Mourão também afirmou que espera uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) hoje que confirme a manutenção da prisão do traficante André do Rap, alvo de divergências entre ministros da Corte.

“Tudo é uma questão de interpretação do artigo 316 do Código de Processo Penal, existe uma noção clara que, eu falei isso para vocês ontem, que a gente tem que verificar a pessoa do transgressor toda vez que for analisar um habeas corpus dessa natureza”, justificou, antes de dizer que “seria melhor” o Congresso revogar o trecho da lei que permitiu a soltura do criminoso.

O vice-presidente comentou ainda a prorrogação do programa de redução de jornada e salários, algo necessário, segundo Mourão, para amenizar o impacto da pandemia na economia.

“A decisão tomada pelo governo está dentro das avaliações que vêm sendo feitas de que, até o final do ano, ainda precisamos manter esses programas que permitiram que a economia não tivesse uma queda acentuada, de modo que a partir do ano que vem a gente consiga retomar a vida normal”, explicou. “A gente tem a noção clara de que a situação fiscal do país é difícil e nós não temos espaço no orçamento para grandes voos. Para abrir espaço no orçamento tem que cortar de outras áreas.”

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