Siderúrgicas brasileiras podem recorrer à Justiça dos EUA por aço

Siderúrgicas brasileiras podem recorrer à Justiça dos EUA por aço

As indústrias siderúrgicas brasileiras vão recorrer à Justiça americana caso se confirmem as sobretaxas às exportações brasileiras de aço.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou tributar o aço e o alumínio do Brasil e da Argentina, sob a alegação de que ambos estariam desvalorizando suas moedas. Já houve um malefício muito grande, que paralisou as negociações em curso entre fornecedores e clientes.

Criou-se um grau de insegurança, e começamos a avaliar as alternativas que eventualmente serão adotadas, caso a medida seja escriturada. Uma delas é levar o caso à Corte Internacional de Comércio dos EUA disse o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Mello. Ele lembrou que, em agosto do ano passado, para evitar a sobretaxa de 25%, algumas siderúrgicas brasileiras aceitaram reduzir exportações e cumprir cotas.

E ressaltou que agora há incerteza sobre como ficarão os contratos em vigor. Um dos argumentos contra a aplicação de uma sobretaxa ao aço é que o Brasil é o maior importador de carvão siderúrgico dos EUA. No ano passado, as compras do produto somaram cerca deUS$ 1 bilhão. Em outras ocasiões, o governo brasileiro chegou a sinalizar que poderia comprar de outros países, como Polônia e Austrália.

Em contatos com os departamento de Estado e de Comércio e até com a Casa Branca, as autoridades brasileiras também asseguraram que não há manipulação do real pelo governo: o Banco Central, inclusive, vem atuando para fortalecer a moeda nacional. Outro argumento é que 89% dos siderúrgicos vendidos aos EUA são usados como insumo pelas indústrias americanas. Um produto mais caro afetaria a competitividade das empresas.

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