Sem esperança na Argentina, vendas internas são aposta das montadoras

Sem esperança na Argentina, vendas internas são aposta das montadoras

Com vizinho em crise, industria preve alta nas compras de pessoas físicas sob impulso do credito.

são paulo A indústria automotiva espera muito do mercado interno epouco da Argentina. As metas e previsões divulgadas por associações do setor mostram fé no crescimento das vendas no varejo e nenhuma esperança na retomada do parceiro comercial. A Anfavea (associação que representa as montadoras) acredita que os emplacainentos devem crescer 9,4% em ´±010, enquanto as exportações, que já tiveram resultados ruins em 2018 e 2019, devem cair 11%.

O problema está no principal destino dos carrosbrasileiros. De acordo com aAdefa {associação dos fabricantes instalados na Argentina), foram vendidos 3 72,5 mil veículos de passeio e comerciais leves no pais vizinho em 2019, uma queda de 45,4% em comparação a 2018.

Segundo Pablo Di Si, presidente da Volkswagen na América do Sul, as exportações foram menos prejudicadas devido a novos contratos. A empresa envia o seda Virtus para o México e o utilitário compacto T-Cross para mercados da África.

Mas a perda no mercado argentino é vultosa. Amédia de emplacamentos da Volks na quele país caiu de 11 mil para 5.000 unidades por mês, diz o presidente da montadora.

Em uma ent revista realizada em dezembro, Di Si afirmou que a montadora chegaria perto de fechar no azul em ´2a 19, mas que esse ob jetivo só deverá ser atingido em 2020.

Com a necessidade de aumentar a rentabilidade para bater metas, o principal objetivo do ano para as fabricantes é retomar a comercialização no vare j o e assim evitar que as vendas diretas (que têm margemde lucro menor) sesobreponham. Em 2019, 45,7% de todos os carros de passeio e comerciais leves foram vendidos para pessoas jurídicas, principalmente locadoras.

Para atrair consumidores, é preciso facilitar o financiamento, o que já ocorreu em 2019. O presidente da Volks acredita que a retomada do crédito será mantida.

´ As pro j eções do s bane os indicam aumento de 10% ao ano, nos próximos três anos, dovalor disponível para concessão de crédito`, afirma Di Si.

Rodnei Bernardino de Souza, diretor do Itaú Unibaneo, confirma que houve crescimento na oferta de crédito no segmento de veículosleves e afirma que parte dessa expansão se deve ao mercado de venda direta para pessoas jurídicas.

`Estamos otimistas em termos de controle dos níveis de inadimplência e de demanda nas modalidades de crédito atuais. Ainda que a velocidade de crescimento não seja a mesma vista no último ano, o mercado dá sinais firmes de que seguirá em alta`, diz Souza.

Segundo o executivo, o Itaú investe emtecnologiapara fa cilitar as consultas de informações sobre financiamentos e, para pessoas físicas, oferece opções com parcela balão, em que uma prestação final de valor mais alto é paga ou refinanciada no fim do plano.

Essa modalidade de parcelamento, que já vem sendo oferecida por outros bancos ligados a montadoras, permite prestações mais baixas, embora não signifique redução real na taxa de juros praticada, algo esperado devido ao patamar atual da Selic, que caiu para 4,5% ao ano.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino