São Paulo recebe hoje da China lote com 2 milhões de doses da Coronavac

São Paulo recebe hoje da China lote com 2 milhões de doses da Coronavac

Segundo Doria, o Estado está pronto para iniciar a imunização; governador reafirmou que São Paulo começará a vacinar em 25 de janeiro

O governo de São Paulo recebe hoje nova remessa com mais 2 milhões de doses Coronavac - vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Com o novo lote que chega ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, terceiro enviado pela farmacêutica asiática, o Estado passa a contar com 3,12 milhões de doses do imunizante contra a covid-19 disponíveis para uso imediato - inclusive do plano nacional de vacinação -, informou o governador João Doria, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

“É o maior carregamento de vacinas que chega ao continente latino-americano em uma só vez”, ressaltou o governador. “Ao longo da semana subsequente, continuaremos a receber os insumos para que o Butantan continue a produzir mais vacinas para atender mais brasileiros”, complementou.

Segundo Doria, o Estado está pronto para iniciar a imunização. “São Paulo reafirma que começará a vacinar no dia 25 de janeiro”, frisou. Logo depois voltou a instar o presidente Jair Bolsonaro a acelerar o programa nacional de vacinação contra a covid e incorporar as vacinas disponíveis, incluindo a Coronavac. “O Brasil precisa de todas as doses de todas as vacinas. O bom senso precisa prevalecer.”

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que recebeu nova correspondência do Ministério da Saúde, reforçando pedido feito em setembro, manifestando interesse em adquirir a Coronavac. A condição manifesta, explicou, é que o imunizante seja autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“E aqui tem uma pequena mudança. Quer dizer, antes era ‘registro’, e agora é ‘autorizadas’ pela Anvisa. Isso significa que foi incorporada a possibilidade do uso emergencial dessa vacina”, avaliou Dimas Covas sobre a correspondência do governo federal.
“E isso é uma outra boa notícia [além da chegada do novo lote], visto que a nossa Anvisa colocou o prazo de dez dias para se manifestar sobre pedidos de uso emergencial. Quer dizer, até então, não havia essa definição. Ocorreu essa definição, que é importante; isso mostra que realmente há um comprometimento da Anvisa na análise de pedidos de uso emergencial.”

O cientista confirmou que fará o pedido de registro na China e no Brasil, assim como dará entrada no requerimento de uso emergencial aqui no Brasil. Segundo Covas, se tudo correr como programado, é possível que na primeira semana de janeiro o Butantan já tenha autorização da Anvisa para uso da vacina.

Segundo Covas, novos embarques chegarão até o fim do ano, de forma que São Paulo terá prontas para uso, em 15 de janeiro, 9 milhões de doses; no início de fevereiro, 22 milhões; e no dia 15 de março, outras 15 milhões.

No início da semana, o governo de São Paulo afirmou que vai divulgar estudos conclusivos de eficácia da Coronavac no dia 23. Com isso, o Butantan suspendeu a divulgação de resultado preliminares de fase três, esperados para o último dia 15.

A mudança no cronograma prevê que o pedido de registro, e não de uso emergencial, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seja feito junto com a apresentação do estudo final. A solicitação será levada em paralelo à NMPA (National Medical Products Administration), órgão regulador chinês.

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