Saída da Argentina denegociações comerciais do Mercosul era um divórcio anunciado

Saída da Argentina denegociações comerciais do Mercosul era um divórcio anunciado

18:21 - A decisão do governo argentino de excluir-se de futuras negociações comerciais do Mercosul chamou a atenção de muitas pessoas, mas não deveria. Foi, basicamente, o fim da crônica de um divórcio anunciado.

Desde que Alberto Fernández assumiu o poder, em dezembro, as tensões entre a Argentina e seus sócios do bloco foram permanentes. Em janeiro, o então presidente eleito do Uruguai, Luis Lacalle Pou, propôs ao secretário de Estado americano, Mike Pompeo, avaliar caminhos para negociar um tratado de livre comércio com os EUA, com ou sem o Mercosul. A opção de avançar sem o Mercosul se devia, unicamente, à oposição da Argentina de Fernández. Brasil e Paraguai estão no mesmo barco que o Uruguai de Lacalle Pou, empossado em março.

Quando a Casa Rosada finalmente anunciou que não participaria de novas negociações, a sensação predominante foi de alívio. Há meses seus parceiros no Mercosul vinham pedindo um posicionamento claro e a resposta da Argentina era, sempre, pedir mais tempo. Foi o que disse, literalmente, o chanceler Felipe Solá em sua visita a Brasília, em meados de fevereiro. Mas quanto tempo? Ninguém sabia.

Agora, não tem mais pedido de tempo, a separação foi confirmada e com ela Brasil, Paraguai e Uruguai são livres para dar passos importantes, como a negociação de um acordo de livre comércio com os EUA. É um dos objetivos da equipe de negociadores comerciais do ministro Paulo Guedes, desde que iniciou sua gestão. Primeiro, um entendimento com a União Europeia (UE), fechado (ainda não assinado e ratificado pelos parlamentos) em meados de 2019. O mercado americano é de enorme importância para todos os países, claro que não nas atuais circunstâncias. Mas é uma meta clara e agora não tem na sua frente o obstáculo chamado Argentina.

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