Rússia faz acordo com União Química e deve pedir uso emergencial de vacina à Anvisa

Rússia faz acordo com União Química e deve pedir uso emergencial de vacina à Anvisa

14:04 - Fundo soberano russo vai fornecer 150 milhões de doses da vacina contra covid-19 para o Brasil este ano, com primeira entrega já neste mês de janeiro

O CEO do Fundo Soberano da Federação da Rússia, Kirill Dmitriev, anunciou nesta quarta-feira em Moscou acerto com a companhia brasileira União Química para fornecer 150 milhões de doses de sua vacina Sputnik V anti-covid para o Brasil neste ano.

Pelo Twitter, o Fundo Soberano anunciou também que vai esta semana, junto com a parceira brasileira, pedir à Anvisa uma autorização de emergência para a vacina russa ser usada no país. Uma delegação da empresa brasileira se encontrou hoje em Moscou com o executivo russo.

Em comunicado oficial, o Fundo Soberano primeiro informou sobre um acerto com a União Química para o fornecimento de 10 milhões de doses para o Brasil neste primeiro trimestre. O primeiro lote será entregue neste mês.

O plano de fornecimento para o país é de 150 milhões de doses em 2021, mas não significa que tudo será produzido no Brasil, segundo o porta-voz. “Não revelamos ainda o plano de produção da União Química”, disse.

Segundo o fundo, a companhia brasileira começou neste mês no Brasil a produção da Sputnik V, como é chamada a vacina. Disse que, como parte da parceria com a União Química, facilitou a transferência de tecnologia para o lançamento da produção no Brasil, incluindo documentos e biomateriais.

O porta-voz confirmou ao Valor que outras 140 milhões de doses estavam acertadas com a Bahia, Paraná e outros compradores cujos nomes não revela ainda. Quando o acordo com a Bahia foi anunciado, no ano passado, o volume para fornecimento era de até 50 milhões de doses.

O preço da dose da Sputnik V é de menos de US$ 10, o que a torna viável para países em desenvolvimento, na avaliação em Moscou.

O Fundo informou que com a União Química está começando a vacinação de brasileiros. Os primeiros são 20 brasileiros trabalhando na embaixada na Rússia. Segundo os russos, o Fundo e a União Química vão propor aos outros membros do Brics – China, Índia e África do Sul, além do Brasil e Rússia – a criação de uma forçatarefa para combater a covid-19 e cooperar na área de vacinas.

A Sputnik tem eficácia de mais de 90% com proteção contra casos severos da covid-19, segundo os russos. Já foi aprovada para uso de emergência em países como Argentina, Bolívia, Argélia, Sérvia e Palestina.

No total, a Rússia diz ter acordos com mais de 50 países para o fornecimento de 1,2 bilhão de doses neste ano. A capacidade de produção até agora está limitada a 500 milhões de doses, incluindo a fabricação em países parceiros, mas a ideia é expandir essa capacidade.

“Nossos parceiros da União Química estiveram entre os primeiros no mundo a mostrar interesse na Sputnik V”, disse Kirill Dmitriev. Ele destacou a cooperação para fornecimento e produção para começar a população brasileira “o mais rápido possível”.

Dmitriev insistiu que a vacina é segura e eficaz. E que alguns países da América Latina já começaram a vacinar sua população usando a Sputnik V. “Esperamos que o Brasil vá se juntar a eles nas próximas semanas”.

No total, mais de 1,5 milhão de pessoas já foram vacinadas com a Sputnik V.

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