Rombo nas contas externas é o maior desde 2015

Rombo nas contas externas é o maior desde 2015

Resultado é puxado pela queda das exportações. Previsão é que déficit volte a crescer em 2020. Reservas internacionais, que funcionam como seguro contra crises, recuam ao menor nível em quatro anos

Puxadas pela queda das exportações, as contas externas brasileiras registraram em 2019 o pior resultado para um ano desde 2015.0 déficit em transações correntes quando o volume de dinheiro que sai do Brasil supera o montante que entra no país foi de US$ 50,8 bilhões, segundo o Banco Central (BC). Apesar disso, o rombo seguiu coberto com folga pelos investimentos estrangeiros diretos na economia, que somaram US$ 78,5 bilhões em 2019.

O saldo das transações correntes, um dos principais dados sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). As contas externas servem como um indicador do grau de vulnerabilidade da economia deumpaís em relação ao mundo.

Um país com as contas ruins ou que não estão cobertas é considerado mais vulnerável e, portanto, mais sujeito a crises externas. O chefe do Departamento de Estatística do BC, Fernando Rocha, diz que o rombo do ano passado não preocupa porque foi puxado pelo superávit menor da balança comercial. Na comparação com o ano anterior, o saldo positivo da balança comercial caiu de US$ 39,4 bilhões no ano passado.

O movimento foi influenciado pela queda de 6,3% nas exportações e recuo de 0,8% nas importações, em um ano marcado pelo impacto da guerra comercial entre EUA e China. O economista André Perfeito, da Necton, diz que o Brasil tem atraído menos investimentos e que isso pode preocupar: O fluxo da balança comercial é preocupante e, se o Brasil voltar a crescer, de fato isto pode se agravar. Espécie de seguro contra crises, as reservas internacionais fecharam o ano passado no menor nível desde 2015.0 estoque das reservas ficou em US$356,9 bilhões.

GASTO MENOR NO EXTERIOR

Em relatório, o Banco Fator afirma que a alta do déficit em conta corrente e a redução do nível de reservas ainda não tornaram a situação externa do país difícil, mas avalia que a velocidade de deterioração incomoda, principalmente por causa da aversão a risco no da mercado global. Silvio Campos Neto, economista da Tendências, considera que o déficit deve aumentar em2020, paraUS$ 63 bilhões, considerando o quadro global `desafiador` para as exportações e a gradual recuperação da demanda interna: Isso está distante de representar uma vulnerabilidade externa relevante, capaz de gerar questionamentos sobre a solvência externa do país.

O dólar alto afastou o turista brasileiro dos destinos internacionais. Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 17,5 bilhõesem 2019. Isso representa queda de 3,7% na comparação com 2018, quando as despesas lá fora somaram US$ 18,265 bilhões. Foi o menor valor, para um ano fechado, desde 2016. Em 2019, os estrangeiros gastaram US$ 5,913 bilhões no Brasil, valor praticamente estável em relação a 2018 (US$5,921 bilhões).

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