Representante comercial dos EUA diz que não há negociação de acordo de livre comércio com o Brasil

Representante comercial dos EUA diz que não há negociação de acordo de livre comércio com o Brasil

20:43 - Em audiência com parlamentares americanos, Robert Lighthizer afirmou que no momento as conversas têm como fim abrir o mercado brasileiro

BRASÍLIA - O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, disse nesta quarta-feira, em reunião com parlamentares do Comitê de Assuntos Tributários (Ways & Means), que o governo americano não está negociando um acordo de livre comércio com o Brasil. No início do mês, o comitê se opôs à expansão dos laços econômicos entre os dois países.

Lighthizer esclareceu que as conversas giram em torno da resolução de problemas pontuais, para que as trocas comerciais sejam facilitadas.

— Em termos de Brasil, estamos tentando trabalhar com problemas específicos, para fazer o Brasil se abrir e criar mais empregos para os EUA — disse Lighthizer, em resposta a uma parlamentar da Flórida. — Não temos planos, agora, de fazer um acordo de livre comércio com o Brasil

A declaração do representante comercial não pode ser considerada uma novidade. Desde o início da reaproximação entre os governos dos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, em março do ano passado, até os dias atuais, os dois países negociam um pacote que não envolve questões tarifárias.

Acordo envolveria Mercosul

Um acordo de livre comércio — que abrangeria a redução a zero de tarifas de importação — só será tratado em um segundo momento. Isto porque teria de envolver, pelas regras de hoje, os demais sócios do Brasil no Mercosul, ou seja Argentina, Paraguai e Uruguai.

Além disso, uma autoridade americana só pode dizer que está negociando um acordo de livre comércio com outro país, se tiver informado o Congresso dos EUA até 60 dias antes de lançadas as negociações, ressaltou uma fonte do governo brasileiro.

Por isso, Brasil e EUA usam a linguagem de que discutem um pacote abrangendo temas não tarifários, como facilitação de comércio, serviços, compras públicas, investimentos, comércio eletrônico e barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias.

Apesar dessa aparente tranquilidade na fala de Lighthizer, o governo americano sofre pressões de congressistas democratas contra qualquer tipo de acordo com o Brasil.

Os parlamentares argumentam que a imagem do país está fortemente arranhada, principalmente devido a questões ambientais e de direitos humanos.

Para mudar essa percepção, o governo brasileiro resolveu fazer um corpo a corpo com os congressistas. Essa tarefa está sendo feita pelo responsável pela embaixada do Brasil em Washington, Nestor Forster.

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