Rentabilidade dos bancos volta ao nível anterior à recessão

Rentabilidade dos bancos volta ao nível anterior à recessão

Dois anos após o fim da recessão, encerrada em 2016, os bancos voltaram à rentabilidade do período anterior à crise. Em 2018, apesar de a economia ter seguido ainda em ritmo lento, as instituições financeiras tiveram resulta dospositivosgraças ao efeito da queda da inadimplência nos balanços.

Brasilia - Os lucros em termos nominais (sem retirar os efeitos da inflação) chegaram, em 2018, ao maior patamar desde 2011, segundo o Ban co Central. E a rentabilidade (que mede oganhodo acionista) voltou a casa dos 14,8%, após chegai- ao piso de 11,6% em dezembro de 2016. Foi a melhor rentabilidade registrada em dezembro desde 2011 (16,5%).

O principal motor dessa melhora de rentabilidade, de acordo com o Banco Central, ocorreu em razão da queda das despesascom provisão de perdas. Em 2016, no auge da recessão, os bancos provisionaram R$ 120 bilhões, valor que caiu em 2017 e em 2018.

Ap enas no ano passado, os bancosreduziramem R$ 20 bilhões as despesas compatvisionamento, voltando aos R$71 bilhões, nível verificado em dezembro de 20U. Esse instrumento é usado pelosbancos como precaução para atrasos nos pagamentos ou caso haja calote. Após seis meses sem pagamento, a dívida tem de ser ioo% provisionada e, após um ano, ela deve ser marcada como perda.

Os dados fazem parte do Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2018. Outro indicativo da perda de relevância da inadimplência para os bancos é que o tema deixou de ser o prin cipal fator de preocupação das instituições em pesquisa feita com elas. No lugar, os bancos estão mais preocupados com os riscos fiscais e políticos do andamento das reformas econômicas. O avanço da rentabilidade, porém, segundo o BC, está limitado.

Para o diretor de fiscalização da instituição, Paulo Souza, a rentabilidade só aumentará se houver maior migração dosbancosda atividade de tesouraria (compra de t ítulos do governo) para operações de crédito com spread maior. O BC verificou que houve uma volta da expansão do crédito para famílias e para pequenas empresas, como resultado do processo de redução da inadimplência.

O crédito às famílias registrou o maior crescimento desde 2015, impulsionado pelas linhas voltadas ao consumo. |á entre asempresas, o BC verificou redução no risco de crédito para pequenas e médias. Entre as grandes, co ntudo, p ermanecem com níveis elevados. MC

14,8% foi a rentabilidade dos bancos ao fim de 2018 11,6% foi o piso da rentabilidade, registrado em 2016

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