Reino Unido anuncia reforço da vacina em maiores de 50 anos para enfrentar inverno sem nova quarentena

Reino Unido anuncia reforço da vacina em maiores de 50 anos para enfrentar inverno sem nova quarentena

14:54 - O premier Boris Johnson também delineou Plano B, que envolve passe sanitário em alguns locais, uso obrigatório de máscara e preferência pelo trabalho remoto

O Reino Unido iniciará um amplo programa de reforço da vacina contra a Covid-19, na tentativa de evitar novas medidas restritivas com a chegada do inverno no Hemisfério Norte. Serão vacinadas com a terceira dose pessoas com comorbidades, funcionários de saúde que trabalham na linha de frente e maiores de 50 anos, começando pelos mais velhos e vulneráveis.

Em entrevista nesta terça-feira, o primeiro-ministro Boris Johnson também delineou um Plano B, que envolve um passe sanitário em alguns locais, além do uso obrigatório de máscara e preferência pelo trabalho remoto. Desde o início de julho, quando todas as medidas de restrição foram abolidas, o uso de proteção facial no país é facultativo.

Nesta terça-feira, foram registradas 185 mortes no Reino Unido, mais que o triplo das 61 do dia anterior. Boris espera que o programa de reforço da vacina, que está sendo realizado por precaução, ainda sem evidências fortes do seu impacto, signifique que os hospitais possam suportar o fardo do inverno sem a necessidade de outra quarentena — a última, decretada no início de janeiro, durou quatro meses.

O Reino Unido, um dos primeiros países a começar a imunização contra a Covid-19, já vacinou 71% da sua população com a primeira dose e 64,6% com as duas.

— Agora estamos avançando com o programa de reforço. Então isso significa que vamos construir paredes ainda mais altas de imunização e proteção da vacina neste país — disse o primeiro-ministro, acrescentando que o Plano B poderia evitar quarentenas que prejudiquem ainda mais a economia. — Quando você tem uma grande proporção do país com imunidade, como temos agora, então mudanças menores podem fazer uma diferença maior e nos dar a confiança de que não precisamos voltar aos confinamentos do passado.

Um dia antes, o ministro da Saúde, Sajid Javid, disse que a vacinação para profissionais de saúde provavelmente também se tornaria obrigatória e anunciou que o programa começará na próxima semana. Segundo autoridades britânicas, as vacinas salvaram mais de 112 mil vidas e evitaram 24 milhões de novos casos da doença.

— O outono e o inverno apresentam condições favoráveis para a Covid-19 e outros vírus sazonais. As crianças voltam às escolas, mais pessoas retornam ao trabalho, a mudança de clima significa que podemos ter mais pessoas que ficam mais tempo em locais fechados — afirmou Javid ao Parlamento. — As doses de reforço são uma forma importante de manter o vírus sob controle por um longo prazo.

Javid disse que quase 99% das mortes por Covid-19 no primeiro semestre deste ano foram de pessoas que não receberam as duas doses da vacina — quase 6 milhões de pessoas com mais de 16 anos não foram vacinadas. Até agora, 44 milhões de pessoas receberam as duas doses, o equivalente a 81% da população com mais de 16 anos. Na segunda-feira, o governo adiantou que jovens com idades entre 12 e 15 anos também receberiam imunizantes.

A campanha de reforço, recomendada pelo Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI), propôs que a terceira dose seja aplicada seis meses após a segunda, após evidências de um pequeno declínio na eficácia da vacina contra a hospitalização em idosos, passando de pouco mais de 90% para um pouco menos de 90% entre cinco e seis meses. O Reino Unido utiliza os imunizantes da AstraZeneca e da Pfizer.

— Não superamos a pandemia. Sabemos que este inverno pode ser bastante turbulento. É melhor sermos prevenidos, estarmos preparados e nos planejar para o pior — disse o vice-chefe médico do país, Jonathan Van-Tam, a repórteres.

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