Recessão bate recorde e inflação chega a 10.000.000%

Recessão bate recorde e inflação chega a 10.000.000%

Crise da Venezuela é caso excepcional, com piores previsões entre os países analisados pelo Fundo Monetário Internacional

Começa a ser um triste hábito. Em cada reunião que celebra, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publica estatísticas que mostram a Venezuela como um caso excepcional, alheio aos países do seu entorno. E trata-se sempre de uma exceção negativa. A reunião anual do FMI com o Banco Mundial de 2018, iniciada na segunda-feira passada, também coloca a Venezuela num grupo separado: o dos países que sofreram as recessões mais brutais das últimas décadas.

Poucas nações experimentaram quedas tão profundas como a da Venezuela: 37% do seu PIB entre 2013 e 2017. E, se as previsões do FMI se cumprirem, o colapso chegará a até 60%, contabilizando a décadaque vai de 2013 a2023. O FMI cita quatro causas, normalmente entrelaçadas, que explicam estas quedas do PIB: conflitos guerras ou rebeliões armadas , choques causados pela queda do preço de matérias primas; crises financeiras; ou a transição de uma economia planificada a uma de mercado.

`Decisões errôneas sobre política econômica também desempenham um papel importante. Os melhores exemplos são os casos de hiperinflação, incluindo o atual caso da Venezuela`, diz o documento `Perspectivas Econômicas do Mundo`, do FMI.

Os recordes venezuelanos não acabam aqui. Esta reunião anual do FMI também traz más notícias para o país. Segundo os dados apresentados na segunda-feira, a inflação será de um tamanho surpreendente: 10.000.00% anuais. Neste ritmo, a subida dos preços em dois anos seria de 1.000.000.000%. Cifras já em níveis ingovernáveis. `Prevemos um rápido agravamento da hiperinflação na Venezuela, alimentada pelo financiamento através da política monetária de grandes déficits fiscais e a perda de confiança em sua moeda`, disse ainda o FMI no relatório.

SEM MELHORA À VISTA
Sobre a atividade econômica, o organismo já não prevê mais uma queda do PIB de 15%, como fizera um ano e meio atrás, mas sim de 18%. Outra de 5% para 2018; e outra de 1,5% para 2020. Não há nem mesmo um só país entre os que o FMI analisa que tenha previsões tão negativas.

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