Recebido por Bolsonaro sem máscara, presidente de Portugal evita criticar

Recebido por Bolsonaro sem máscara, presidente de Portugal evita criticar

02/08 Para Marcelo Rebelo de Souza, reinauguração do Museu de Língua Portuguesa foi 'um momento histórico'; presidente brasileiro não compareceu

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, afirmou nesta segunda-feira que foi “um momento histórico” a reinauguração do Museu de Língua Portuguesa no último sábado em São Paulo, evento boicotado pelo presidente Jair Bolsonaro no fim de semana. De forma protocolar, Souza evitou criticar o presidente brasileiro.

Indagado sobre ter sido recepcionado por Bolsonaro sem máscara no Palácio da Alvorada para um almoço, o presidente português disse que a delegação portuguesa, em cerimônias, faz o que é esperado.

— Não temos que formular juízo sobre a posição das outras delegações (…), muito menos sobre os anfitrião que recebia no Palácio da Alvorada, em sua casa — afirmou.

Bolsonaro não esconde a contrariedade de usar a máscara neste período de pandemia contra Covid-19.

O presidente português veio ao Brasil especialmente para a inauguração do Museu de Língua Portuguesa, que é administrado pela Secretaria de Cultura paulista. O prédio, parcialmente destruído pelo fogo em dezembro de 2015, reabriu no sábado com uma cerimônia para autoridades dos países de língua portuguesa.

Compareceram ao evento os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer e também o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. Em São Paulo, Rebelo de Souza também se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Eu não vou comentar, naturalmente, questões pontuais [ausência de Bolsonaro]. O que eu posso dizer é o seguinte: que é claro, tanto para Portugal quanto para o Brasil e para muitos falantes da língua portuguesa, este museu foi um marco fundamental. Não há outro assim no mundo — disse Souza, destacando que museu é futurista, prospectivo e avançado em sua tecnologia.

— Um momento que eu posso dizer que é histórico. É histórico. Assim como a sua abertura foi histórica, essa reinauguração depois de devastado pelos incêndio — afirmou.

A reforma do museu consumiu R$ 81,4 milhões, levou quatro anos e foi entregue oficialmente em 16 de dezembro de 2019, mas a pandemia impediu a volta integral das atividades.

O presidente de Portugal comentou também que falou sobre a experiência do seu país no combate a variante Delta, que hoje é predominante na Europa.

Sobre o reconhecimento de todas as vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil para viagens a Portugal, ele disse que houve uma reunião bilateral há três dias entre os dois países para um levantamento visando um acordo, mas ainda não há previsão.

Sem dar detalhes, Souza disse que há requisitos que são obstáculos para entrada dos brasileiros em Portugal e que isso está sedo avaliado para “ver como é possível solucionar”.

Atualmente, a União Europeia recomenda a seus 27 países-membros que não permitam a entrada de pessoas procedentes do Brasil para turismo, por causa dos altos níveis de contágio no Brasil. Há exceções para residentes no bloco e para os que têm cidadania dos seus integrantes. No caso das vacinas, a UE aceita apenas as já aprovadas pela sua agência de medicamentos, que incluem a AstraZeneca, a Janssen, a Moderna e a Pfizer.

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