Produção agroindustrial contínua em recuperação

Produção agroindustrial contínua em recuperação

de modo geral a agroindústria, apesar de não ter passado ilesa pela crise, na média conseguiu ser impactada de forma menos intensa e vem demonstrando uma recuperação mais acelerada que os demais segmentos industriais

Depois de registrar variações interanuais negativas desde março, quando o novo coronavírus começou a se espalhar pelo país, o índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou ao azul em julho.

0 indicador subiu 1,5% ante o mesmo mês de 2019, puxado pelo setor de alimentos e bebidas, que cresceu 10,4%, Em relação a junho deste ano, o avanço foi de 4,4%.

0 PIMAgro e baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (1C1) da FGV.

O FGV Agro destaca que, ante julho de 2019, a performance da agroindústria foi melhor que a dos demais ramos industriais pesquisados a i ndústria gera! recuou 3%, as de transformação caíram 3,6% e as extrativas subiram 0,9%. Mesmo assim, nos primeiros sete meses do ano a produção agroindustrial registrou queda acumulada de 4,7% ante igual intervalo de 2019.

`Mas, de modo geral a agroindústria, apesar de não ter passado ilesa peía crise, na média conseguiu ser impactada de forma menos intensa e vem demonstrando uma recuperação mais acelerada que os demais segmentos industriais. E Isso se deve, sobretudo, à maior essencialidade de seu produtos, principalmente os alimentícios`, avalia o centro.

Na área de produtos alimentícios e bebidas, a reação observada em julho foi determinada pelos incrementos das produções de bebidas alcoólicas (alta de 24,2% em relação ao mesmo mês de 2019} e de alimentos de origem vegetal (17,6%).

No segmento de produtos nãoalimentícios, contudo, diversas cadeias ainda enfrentam mais dificuldades. O segmento como um todo caiu 8,2% em julho na comparação interanual, pressionado pelos recuos de têxteis (26,8%), borracha (14,9%) e biocombustíveis (8,9%)

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