Banco Mundial, BID e CAF avisam que podem cortar o crédito ao Brasil

Banco Mundial, BID e CAF avisam que podem cortar o crédito ao Brasil

10:20 - Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco de Desenvolvimento Latino-Americano contaram em uma reunião, na terça-feira, que vão cortar o crédito ao Brasil se o governo não vetar a parte do socorro a estados que permite a suspensão do pagamento da dívida bancária.

Os organismos internacionais que são credores dos estados deram o aviso oficial à equipe econômica. Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco de Desenvolvimento Latino-Americano contaram em uma reunião, na terça-feira, que vão cortar o crédito ao Brasil se o governo não vetar a parte do socorro a estados que permite a suspensão do pagamento da dívida bancária. Pelo texto, o Tesouro Nacional também não conseguiria cobrir esses compromissos.

Esse é um ponto conflituoso do socorro aos estados. Os governadores pediram para o presidente não vetar, e a equipe econômica sugere o contrário. Os credores agora deram oficialmente o aviso sobre as consequências dessa decisão.

FORA DO RADAR

O Brasil está saindo do radar dos investidores. O investimento estrangeiro direto no despencou para US$ 234 milhões em abril, bem abaixo dos US$ 5,1 bi de um ano antes. Esse tipo de dinheiro é o melhor porque entra na economia real, dura mais tempo que a aplicação em bolsa.

O país tem sido considerado a pior gestão da crise. No mercado financeiro, o capital estrangeiro retirou US$ 77 bilhões. O real foi a moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar nesta crise.

Os investidores estão pessimistas em relação ao Brasil. É o que apuro com as empresas. Instituições financeiras têm feito levantamento com investidores internacionais que comprovam isso. Eles apontam, como mostra uma pesquisa da XP, que estão pessimistas porque o país enfrenta uma crise política durante as crises sanitária e econômica.

O comportamento do presidente está provocando isso. O "Valor" nesta quarta-feira destaca que a reação à pandemia e a crise política estão afastando o investidor estrangeiro. Com essa situação, a recuperação do Brasil será mais dolorosa e incerta.