Mortes por covid-19 sobem para 1.328 no país; casos confirmados já batem 23,4 mil

Mortes por covid-19 sobem para 1.328 no país; casos confirmados já batem 23,4 mil

17:39 - Só em São Paulo são 608 mortes e quase 9 mil casos de infectados

Já os casos confirmados do novo coronavírus continuam aumentando em todo o país, saltaram de 22.169 para 23.430. São 1.261 casos em 24 horas, com acréscimo de 6%.

O número de mortes de pacientes infectados pelo novo coronavírus (covid-19) subiu de 1.223 para 1.328, entre ontem e hoje, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira. Foram 105 novos óbitos registrados em 24 horas, o que representa o incremento de 9%.

Recife, Campo Grande e Rio de Janeiro

O secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, recomendou hoje a adoção de distanciamento social ampliado para as cidades do Rio de Janeiro, Recife e Campo Grande. Segundo ele, essas capitais apresentam um nível elevado de incidência de covid-19 e sobrecarga do sistema de saúde.

Campo Grande, por exemplo, apresenta incidência da doença abaixo da média nacional, mas atingiu 98% da sua capacidade instalada, o que também sugere distanciamento social ampliado. No Rio ainda há capacidade nos hospitais, mas o índice de contaminação está elevado.

Já Recife apresenta dados preocupantes nas duas pontas: a incidência de covid-19 está acima da média nacional e a ocupação das UTIs está acima de 90%.

Na vertente oposta está Curitiba, que recebeu recomendação de distanciamento social seletivo. A capital do Paraná não apresenta alta incidência de casos e tem apenas 58% de ocupação das UTIs.

“Os quatro exemplos são baseados em dados enviados por secretários de saúde; os dados mudam a cada dia, não são estáticos. Os gestores municipais vão modulando de acordo com o número de casos e número de leitos ocupados”, explicou Oliveira.

São Paulo

O Estado de São Paulo registrou aumento do número de casos confirmados da covid-19 de 8.755 para 8.895 (+140) entre ontem e hoje, segundo indicou o boletim epidemiológico sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil, divulgado há pouco pelo Ministério da Saúde. Já são 608 mortes no estado.

Outros Estados também registraram alta do número de pessoas infectadas pelo vírus: o Rio de Janeiro (3.231 pacientes com covid-19), Ceará (1.800), Amazonas (1.275), Pernambuco (1.154), Minas Gerais (815), Santa Catarina (777), Paraná (756), Bahia (723), Rio Grande do Sul (664), Distrito Federal (638), Maranhão (445), Espírito Santo (430), Rio Grande do Norte (339), Pará (270), Amapá (242), Goiás (233), Mato Grosso (134), Mato Grosso do Sul (113), Paraíba (111), Acre (90), Roraima (83), Alagoas (50), Piauí (50), Sergipe (44), Rondônia (42) e Tocantins (26).

Mortes - O Estado de Tocantins continua a ser o único sem registro de morte até este momento. As mortes por covid-19 são registradas em São Paulo (608), Rio de Janeiro (188), Pernambuco (102), Ceará (91), Amazonas (71), Paraná (31), Maranhão (27), Santa Catarina (24), Minas Gerais (23), Bahia (22), Rio Grande do Sul (16), Rio Grande do Norte (17), Distrito Federal (15), Goiás (15), Pará (15), Paraíba (13), Espírito Santo (14), Piauí (8), Amapá (5), Mato Grosso (4), Sergipe (4), Mato Grosso do Sul (4), Alagoas (3), Acre (3), Roraima (3) e Rondônia (2).

Internacional

França

Nesta segunda-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país continuará em quarentena para combater a pandemia do novo coronavírus até o dia 11 de maio. Ele ainda afirmou que este dia marcará um início de uma nova fase na França, quando o governo deve anunciar a reabertura progressiva de creches e escolas.

O presidente francês também prometeu trabalhar em um plano específico para ajudar setores mais atingidos pela crise, como o do turismo. As medidas já adotadas para auxiliar empresas, segundo ele, serão estendidas.

Antes do pronunciamento de Macron, o Ministério da Saúde informou que mais 574 pessoas morreram nas últimas 24 horas. Desta forma, o total de vítimas da covid-19 subiu para 14.967. A França tem mais de 130 mil casos confirmados da doença.

Inglaterra

Com 717 novas vítimas da covid-19 nas últimas 24 horas, o Reino Unido chegou nesta segunda-feira a 11.329 mortes relacionadas ao novo coronavírus desde o início da pandemia.

Apesar da nova marca trágica, o número de mortes caiu em relação aos últimos dias. Na sexta-feira, o Departamento de Saúde e Assistência Social contabilizou 980 mortes, uma das maiores cifras diárias registradas na Europa desde o início da pandemia. Ontem, foram 737.

Em entrevista coletiva, o ministro de Relações Exteriores, Dominic Raab, disse que não deve haver qualquer mudança nas medidas restritivas adotadas para conter a disseminação do vírus. Espera-se que a quarentena seja prorrogada no país por mais três semanas. Uma decisão deve ser anunciada até quinta-feira.

Raab segue provisoriamente no comando do governo enquanto o primeiro-ministro, Boris Johnson, se recupera dos sintomas da covid-19. Depois de ficar internado na UTI de um hospital de Londres, Johnson recebeu alta ontem, mas ainda ficará afastado do cargo.

Um porta-voz do governo britânico que Raab visitou Johnson no fim de semana. O premiê, no entanto, foi para uma residência de campo usada pelos chefes de governo do Reino Unido, a cerca de 50 quilômetros de Londres, para dar continuidade à recuperação.

EUA

O número de mortes relacionadas ao novo coronavírus em Nova York chegou a 10.056 nesta segunda-feira, uma alta de 671 nas últimas 24 horas, informou o governador do Estado, Andrew Cuomo.

“São as piores notícias que tive que entregar ao povo deste Estado como governador de Nova York e também as piores que vivi em nível pessoal”, afirmou Cuomo.

Apesar da marca trágica, Cuomo disse em entrevista coletiva que o número de hospitalizações é o menor em duas semanas e que o de novas entubações continua caindo, um sinal de que Nova York chegou ao pico de infecções do novo coronavírus.

“Aqui vão as boas notícias: a curva continua a achatar. Parece que temos um platô. Estamos controlando a disseminação. É possível dizer que o pior já passou”, explicou o governador, se referindo a uma possível estabilização dos casos no Estado.

Questionado sobre a reabertura da economia de Nova York, Cuomo disse que tomará uma decisão com base no conselho de especialistas, não de políticos. O processo, segundo ele, será gradual. “Não há um botão para ligar ou desligar [a economia]”, destacou.

Além disso, para o governador, só será possível declarar uma vitória sobre o vírus quando uma vacina for desenvolvida, o que deve ocorrer entre 12 e 18 meses.