Brasil é o quinto pior em desempenho econômico neste ano no G-20

Brasil é o quinto pior em desempenho econômico neste ano no G-20

O Brasil participa da cúpula das maiores economias desenvolvidas e emergentes reunidas no G-20, em Osaka, tendo o quinto pior desempenho econômico no primeiro trimestre deste ano.

A África do Sul e a Coreia do Sul foram as economias do grupo onde o Produto Interno Bruto (PIB) mais desacelerou entre janeiro e março, comparado ao trimestre anterior, de acordo com metodologia da OCDE, entidade que atua quase como uma espécie de secretariado do G-20.

Houve contração de 0,89% na África do Sul e de 0,37% na Coreia do Sul, comparado com taxas positivas de 0,34% e 0,93% no último trimestre do ano passado, respectivamente.

A recessão econômica na Argentina coloca o país em terceiro pior lugar com contração de 0,22% no primeiro trimestre, após um declínio de 1,2% no trimestre anterior.

O México e o Brasil vem em seguida, com queda de 0,17% e 0,16% do PIB, respectivamente, após uma fraca expansão de 0,03% e de 0,11% no quarto trimestre de 2018.

A China e a Índia registraram uma ligeira desaceleração nos primeiros três meses do ano, mas ainda assim as duas economias continuaram com o maior crescimento no G-20, ambos com uma taxa de 1,40%, após uma expansão de 1,50% e 1,48%, respectivamente no quarto trimestre do ano passado.

Sem surpresa, os líderes do G-20 se reúnem nesta semana, no Japão, em meio a expectativas generalizadas de corte de juros pelos bancos centrais para tentar puxar um crescimento mais sólido.

Espera-se neste ano corte dos juros do Federal Reserve dos EUA. O Banco Central Europeu (BCE) manterá sua política de dinheiro extremamente barato por mais tempo. O Banco do Povo da China (o banco central chinês) flexibilizou sua política com redução dos níveis de reservas dos bancos.

Desde o começo do ano, o Banco Central da Índia já cortou os juros duas vezes, e os BCs da Malásia e Filipinas fizeram o mesmo. Nova Zelândia e Austrália também atenuaram sua política monetária.

A previsão dos mercados é de mais cortes de juros na Índia, Coreia do Sul, México, África do Sul, Turquia e Brasil, segundo banco Barclays, de Londres.