Rio afeta o turismo argentino, diz ministro

Rio afeta o turismo argentino, diz ministro

Santos espera que estado saia da crise logo para fazer projetos em conjunto

O governo do presidente argentino, Maurício Macri, aposta no turismo como motor de um processo de recuperação econômica que ainda não decolou como esperado economistas locais rebaixaram recentemente a projeção de crescimento deste ano de 3% para 2,5%.

Nesse plano, a parceria com o Brasil é essencial, afirmou ministro do Turismo argentino, Gustavo Santos. Santos, que esta semana é anfitrião do encontro de ministros do Turismo do G-20 e da 18^ Cúpula do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), é conhecido por seu otimismo e acredita que um trabalho em conjunto entre os dois países será motor de crescimento para ambos.

Mas Santos admite que o Rio vive um momento difícil, o que impacta a Argentina: O Rio está passando por um momento crítico, e isso nos afeta porque muitas pessoas vinculam um destino brasileiro forte como o Rio com destinos argentinos. Espero que se recupere rapidamente.

CRIAÇíO DE EMPREGOS

O ministro revelou que alguns projetos com companhias aéreas que envolviam o Rio e alguma cidade da Argentina foram cancelados devido à crise carioca: Um desenvolvimento turístico em conjunto requer que o Rio se recupere. Conheço o Rio, gosto do Rio e espero que encontrem uma saída rápido porque é um dos grandes destinos da região.

É uma das cidades mais bonitas da América Latina. Rio e Buenos Aires são uma combinação perfeita. No encontro de ministros do G-20, o foco da discussão será o turismo como instrumento prioritário para a criação de empregos. Prevê-se que o setor, disse Santos, seja o maior gerador de vagas na próxima década, em todo o mundo. Estimati- 2028 o PIB de viagens e turismo crescerá 2,6%. Atualmente, de cada dez empregos um é criado pelo turismo.

O desafio, disse Santos, é que a América do Sul amplie sua participação nesse mercado. Entre 2018 e 2030, afirmou, o número de viagens mundiais passará de 1,2 milhão para 1,8 milhão. Quem vai ficar com essas 600 milhões de novas viagens? Os destinos mais consolidados, como Paris e Barcelona, estão saturados e os próprios residentes dessas cidades começaram a rechaçar o turismo.

Os emergentes devem ser os mais beneficiados pelo crescimento defendeu Santos. O governo Macri aposta no setor para dinamizar um crescimento ainda incipiente. Santos se reunirá com seu contraparte brasileiro, Vinicius Lummertz. Os brasileiros são o principal mercado para o turismo na Argentina, com 1,4 milhão de visitas por ano, de um total de 6,8 milhões de turistas em 2017.