País só fica à frente da Argentina em ranking de competitividade

País só fica à frente da Argentina em ranking de competitividade

O Brasil permanece na penúltima posição no ranking geral de competitividade de 2017, à frente apenas da Argentina, em um total de 18 países selecionados.

O estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o único avanço do Brasil ocorreu na variável que considera a disponibilidade e o custo cia mão de obra no país da 11 - para a 4posição na comparação com o estudo anterior, de um total de nove fatores analisados.

Segundo Renato da Fonseca, gerente-executivo de pesquisa e competitividade da CNI, a melhora no fator disponibilidade e custo da mão de obra reflete a recuperação da produtividade do trabalho na indústria e no crescimento da população economicamente ativa. O ranking considera indicadores de 2016.

`Com a crise, as pessoas desistiram de procurar emprego. Em 2016, houve uma retomada nesse processo, com pessoas procurando vagas de trabalho e um aumento na produtividade do trabalhador`, disse Fonseca. Na análise das variáveis ambiente macroeconômico, ambiente de negócios e disponibilidade e custo de capital, o Brasil ficou na última posição entre os países analisados.

O estudo destaca que o país apresentou alta taxa de juros real de curto prazo e o maior spread. Além disso, registra a maior despesa com juros incidentes sobre a dívida pública e a segunda menor taxa cie investimento. Para Fonseca com a queda dos juros e da inflação e com reformas implementadas desde 2017, há uma expectativa de melhora nesses indicadores.

Problemas como o alto custo de rolagem da dívida pública, porém, devem persistir. Nos demais fatores avaliados, o Brasil também ficou mal colocado: infraestrutura e logística (17-posição); peso dos tributos (15-); competição e escala no mercado doméstico (12); educação (10-); e tecnologia e inovação (13-). No quesito inovação, o gerente-executivo explicou que há grandes empresas investindo, mas que as médias não seguem essa trajetória.

`Estamos avançando nessas variáveis, mas outros países avançam mais. A dificuldade do Brasil é que a agencia caminha devagar`, disse. Na classificação geral, praticamente não houve mudanças em relação ao relatório divulgado no ano anterior. Canadá, Coréia cio Sul, Austrália, China, Espanha e Chile mantêm-se nas primeiras colocações. Em seguida, estão Polônia, Tailândia, Turquia, Rússia, Indonésia, África do Sul, índia, México, Colômbia, Peru, Brasil e Argentina.