PF monitora presença de ex-braço direito de Trump no Brasil

PF monitora presença de ex-braço direito de Trump no Brasil

16:58 - Jason Miller é fundador do Gettr, criado para levar Trump, que foi banido das grandes plataformas, de volta às redes sociais

A Polícia Federal monitora a presença do empresário e ex-braço direito de Donald Trump, Jason Miller, no Brasil. O empresário esteve no fim de semana em Brasília como palestrante da Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac).

O empresário é fundador do Gettr, criado para levar o ex-presidente Donald Trump, que foi banido das grandes plataformas, de volta às redes sociais. O Gettr tem 2 milhões de seguidores, sendo 13,5% dos quais, no Brasil.

Além da conferência, Miller visitou o deputado Eduardo Bolsonaro, promotor do evento, além do ex-chanceler Ernesto Araújo e o ex-assessor especial da Presidência, Felipe Martins.

As suspeitas dos órgãos de investigação são de que o “software” da invasão do Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro, estaria sendo aplicado no Brasil.

Não seria coincidência a concomitância desta conferência com a manifestação do 7 de setembro.

Relatório do FBI divulgado na semana passada mostrou que apenas 40, dos 670 detidos pela invasão do Capitólio, foram formalmente acusados de conspiração por ter sido comprovado algum grau de envolvimento no planejamento prévio dos atos.

No Brasil, os autores de ameaças que vão às redes sociais têm sido punidos. Hoje foi deflagrada mais uma operação de busca e apreensão, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, contra supostos organizadores de ataques ao Supremo na manifestação do Sete de Setembro. Um dos alvos é o professor Márcio Giovani Nique, do município de Otacílio Costa, em Santa Catarina,
que foi preso preventivamente.

Em “live” nas redes sociais, Marcio afirmou que “um empresário grande está oferecendo uma grana federal que vai sair pela cabeça do Alexandre de Moraes, vivo ou morto”. Disse ainda que há um agrupamento responsável por caçar “ministros [do STF] onde quer que estejam.

A prisão, assim como aquela do blogueiro Wellington Macedo, na semana passada, que também fez vídeos conclamando a invasão do Supremo e ameaçando a família de Moraes foi pedida pelo Ministério Público Federal e autorizada pelo ministro.

A prisão desses agitadores não pacifica as previsões sobre as manifestações de amanhã, mais especificamente sobre a atuação das Polícias Militares. São os atos não anunciados em redes sociais que, na verdade, mais incutem receio à segurança pública.

O ex-ministro da Secretaria de Governo e ex-secretário de Segurança Pública do Ministério da Justiça, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, diz não temer a atuação da PMs e o controle exercido pelas tropas pelos comandantes-gerais. Para Santos Cruz, os policiais temem perder seus cargos numa corporação cujos concursos são muito disputados.

Já um ex-ministro da Justiça, que preferiu não se identificar, prefere ser cético em relação às afirmações de governadores, secretários de segurança pública, comandantes, além de promotores e juízes, de que foram tomadas medidas preventivas no sentido de vigiar e punir PMs que se engajarem nas manifestações ou deixarem de punir provocadores.

Sua descrença é motivada pelo histórico incipiente de punições por manifestações de PMs de caráter político. Santos Cruz diz que as corregedorias das PMs afastam pelo menos 100 policiais militares por ano por indisciplina. O ex-ministro, porém, diz que esses casos são correntes e não relacionados a manifestações políticas como motins e greves.

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