PF indicia Lula por doações da Odebrecht ao instituto do ex-presidente

PF indicia Lula por doações da Odebrecht ao instituto do ex-presidente

26/12 - 13:19 - A ação envolve o repasse de R$ 4 milhões feito pela empreiteira

A Polícia Federal (PF) indiciou na última terça-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o repasse de R$ 4 milhões feito pela Odebrecht, em forma de doações oficiais, para o Instituto Lula.

As doações ocorreram entre dezembro de 2013 e março de 2014. Também foram indiciados o ex-ministro e delator Antonio Palocci, por corrupção passiva e lavagem, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, por corrupção ativa e lavagem, e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, indiciado pela PF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Lula já é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em ação penal que apura a compra de um terreno na Vila Clementino, em São Paulo, pela Odebrecht, para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula.

A compra foi feita por R$ 12 milhões e o processo já está pronto para sentença do juiz Luiz Antonio Bonat, titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

Lulinha

No mesmo relatório de investigação, a PF apontou indícios de que a entidade pode ter superfaturado contratos de prestações de serviços mantidos com o filho do ex-presidente, Fábio Luis Lula da Silva, o ‘Lulinha’.

De acordo com a PF, a G4 Entretenimentos, empresa que tem Fábio Luis como principal sócio, prestou serviços ao Instituto Lula em quatro diferentes projetos. São eles: a criação de um novo site, um arquivo público do ex-presidente, um memorial da democracia e um portal na internet voltado à políticas públicas.

Quebra de sigilo bancário revelou que a G4 recebeu quase R$ 1,3 milhão do Instituto Lula entre 2013 e 2014.

“A G4 poderia ter funcionado como uma intermediária financeira na prestação de serviços contratados pelo Instituto Lula, com indícios de superfaturamento, os quais teriam sido efetivados pela GKR de Rafael Leite e outros subcontratados”, diz o relatório da investigação.

A GKR consta de processo na Receita Federal que retirou benefícios para o Instituto Lula e que afirma que a GKR gerenciou os mesmos trabalhos para o Instituto Lula. O proprietário é apontado como o responsável pelas comunicações entre a G4 e o Instituto Lula.

Segundo o delegado Dante Pegoraro, a suspeita depende da realização de perícia técnica para que possa ser confirmada ou não.

Procurado, o advogado de Lulinha, Fábio Tofic, disse que “o Instituto Lula e a G4 são entidades privadas. “A PF, com todo respeito, não tem poder para palpitar nos preços contratados por eles, e muito menos para dizer se estão abaixo ou acima do mercado”.

 

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