Passaporte covid entra na agenda do G20, mas há divergências sobre critérios

Passaporte covid entra na agenda do G20, mas há divergências sobre critérios

A ideia de certificado de vacinas para relançar o setor de turismo começa a entrar na agenda do grupo que reúne as maiores economias do mundo

A ideia de certificado de vacinas para relançar o setor de turismo começa a entrar na agenda do G20, que reúne as maiores economias do mundo. Mas as primeiras indicações são de que divergências podem persistir sobre critérios comuns para dar o sinal verde ao retorno dos turistas, segundo fontes.

Após reunião virtual dos ministros de turismo do G20, nesta semana, o ministro italiano Massimo Garavaglia declarou que os países apoiaram iniciativas internacionais de “mobilidade segura”, o que inclui o certificado europeu em preparação.

Sugestões da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foram aprovadas pelos ministros, como buscar abordagens internacionais comuns para testes covid19, vacinação, certificação e informações sobre viajantes para permitir o levantamento de restrições de entrada e saída de fronteiras. E também explorar formas de promover o uso da identidade digital do viajante, biometria e transações sem contato para facilitar uma viagem segura e sem problemas.

No entanto, fontes notam que não são os ministros de turismo que vão decidir sobre o tema, exemplificando que dificilmente uma autoridade sanitária nacional vai aceitar certificação de uma pessoa vacinada com um imunizante que não é aceito no país a ser visitado.

O ministro de turismo do Brasil, Gilson Machado Neto, reclamou no G20 que “temos vários países realizando a vacinação da sua população com várias vacinas diferentes que estão no mercado. E hoje já vemos vacinas, como a Coronavac, por exemplo, que já estão sendo preteridas por alguns países”.

O certificado ou o passaporte de vacinas, em todo o caso, está longe de ser unanimidade entre grandes economias. O Canadá sinalizou que pode avançar na criação de seu passaporte de vacina para viagens mesmo se os EUA não apoiam o mecanismo. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse no começo de abril que os EUA não apoiariam um sistema que exige dos americanos que se desloquem com um certificado sanitário.

A discussão no G20 tende a ser sobre vacinas reconhecidas pelas agências nacionais ou vacinas reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo uma fonte. Inicialmente pode prevalecer a primeira opção. Mas a tendência seria mesmo a segunda. Embora com dúvidas sobre eficácia de algumas vacinas, o interesse que tende a prevalecer é de reativar o turismo e a economia.

A OCDE calcula que as perdas do setor de turismo alcançaram US$ 1,3 trilhão no ano passado. Em maio de 2020, 75% dos destinos no mundo estavam com suas fronteiras completamente fechadas ao turismo internacional. Em fevereiro deste ano, 32% das fronteiras continuam fechadas.

Para a Organização Mundial do Turismo (OMT) é necessária uma “coordenação contínua no mais alto nível a fim de avançar critérios comuns e harmonizados para flexibilizar as restrições de viagem e mais investimentos nos sistemas de segurança das viagens, incluindo testes na partida e na chegada”.

A Itália, na presidência do G20 neste ano, é um dos países mais interessados na retomada do turismo. E para demonstrar que está saindo da crise sanitária, o país já quer realizar reuniões ministeriais presenciais do grupo a partir de junho, algo visto ainda com prudência por certos parceiros.

Na reunião desta semana do G20 de turismo, outro debate foi sobre sustentabilidade no turismo pós-pandemia. O ministro brasileiro declarou, segundo comunicado de seu ministério, que “87% da Amazônia se encontra igual a quando Jesus Cristo chegou na terra”. Já os dados mostram que a floresta continua sofrendo com desmatamento recorde.

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