Para Troyjo, país terá posição pragmática com Mercosul

Para Troyjo, país terá posição pragmática com Mercosul

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, afirmou ontem que o país terá posição muito pragmática com relação ao futuro do Mercosul e garantiu que a intenção de integrar a economia ao mercado mundial é inabalável.

Não vamos nos permitir trafegar em velocidade de comboio em que a velocidade do comboio é definida pelo mais lento, ressaltou Troyjo, que participou do primeiro dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).

Segundo ele, a vontade do governo na integração e exposição da economia brasileira à economia mundial é inabalável. Nossa postura no Mercosul vai refletir essa nossa determinação, disse.

Ele ressaltou que a sintonia entre a Casa Rosada, sede do governo argentino, e o Palácio do Planalto foi fundamental para a conclusão do acordo comercial com a União Europeia. Não conversamos com a futura Casa Rosada. Queremos pragmatismo. Na última reunião de cúpula do Mercosul, em Santa Fé [na Argentina], um dos elementos essenciais do documento era a identificação de quatro ou cinco projetos prioritários de infraestrutura transnacional, que precisa envolver pelo menos dois sócios do Mercosul, exemplificou Troyjo, para quem pragmatismo é continuar nessa linha de cooperação que foi estabelecida com o governo [Mauricio] Macri.

Fontes do governo ouvidas pelo Valor disseram considerar o acordo entre Mercosul e União Europeia um trem que já saiu da estação. Haveria, por parte dos negociadores brasileiros, o entendimento de que as resistências na

França lobby contrário dos agricultores e questão ambiental serão suplantadas pelos interesse de grandes conglomerados que operam na América do Sul e, mais especificamente, no Brasil. Nesse sentido foram citadas companhias francesas de alimentos e cosméticos, além de bancos, petroleiras e montadoras que, no longo prazo, devem se beneficiar do acordo.

A real preocupação era se o novo governo argentino permaneceria no acordo e tudo indica que sim, diz um participante direto das negociações. Até agora não teria havido contatos entre o governo brasileiro e a equipe do futuro presidente argentino, Alberto Fernández. No entanto, relatos sobre uma reunião entre Fernández e embaixadores do bloco europeu indicam ao governo que a parte argentina adotaria postura pragmática, permitindo a continuidade das tratativas.

A fonte disse, ainda, que não está nos planos sair do Mercosul, que não se trata apenas de um bloco comercial, mas também de circulação de pessoas e serviços. A posição brasileira admitiria, no máximo, o recuo para uma união aduaneira, o que liberaria os sócios para praticar diferentes tarifas de importação.

Ontem, no Enaex, Troyjo disse ainda que a próxima região com a qual o governo brasileiro quer intensificar trocas comerciais é o Sudeste Asiático, além de Índia e China. Com a China, reiterou, ainda não é possível pensar em acordo de livre-comércio, mas já há tratativas para expandir ainda mais as exportações de commodities. O Brasil tem uma vantagem muito grande no setor agrícola. Onde há uma demanda voraz por esses bens? É no Sudeste Asiático. Temos vantagens comparativas que temos que aproveitar, afirmou.

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