Países precisam de metas mais fortes em 2021 para alcançar o Acordo de Paris, diz ONU

Países precisam de metas mais fortes em 2021 para alcançar o Acordo de Paris, diz ONU

13:53 - A soma das metas climáticas dos grandes emissores de gases-estufa, que respondem por cerca de 30% do total, conseguirá reduzir em apenas 1% as emissões de 2030 em relação aos níveis de 2010

Os países precisam redobrar os esforços e submeter metas climáticas nacionais voluntárias muito mais fortes em 2021, para alcançar os objetivos do Acordo de Paris.

A soma das metas climáticas dos grandes emissores de gases-estufa, que respondem por cerca de 30% do total, conseguirá reduzir em apenas 1% as emissões de 2030 em relação aos níveis de 2010.

Para garantir que o aquecimento fique abaixo de 2°C em 2100, um dos limites do Acordo de Paris, o percentual deveria ser de 25%. Para ficar abaixo do limite de 1,5°C o corte deveria ser de 45%, segundo as estimativas do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima (IPCC).

Os dados fazem parte do “NDC Synthesis Report” preparado pela ONU Mudança Climática (o nome fantasia da UNFCCC), o secretariado da Convenção do Clima das Nações Unidas. É o primeiro relatório global feito pela ONU sobre o potencial de corte dos maiores emissores.

“Este relatório mostra que os níveis atuais de ambição climática estão muito longe de nos colocar no caminho de alcançarmos as metas do Acordo de Paris", disse Patricia Espinosa, secretária-executiva da ONU Mudança Climática.

O relatório traz uma fotografia do que ocorre, ainda não é uma imagem completa das metas, adiantou Patricia Espinosa, lembrando que a pandemia trouxe dificuldades adicionais para os países submeterem suas metas climáticas em 2020.

Um relatório mais completo será lançado antes da Conferência do Clima de Glasgow, a CoP 26, em novembro.

“Este relatório preliminar é um alerta vermelho para o nosso planeta”, disse o secretário-geral da ONU António Guterres. “Mostra que os governos não estão nem perto do nível de ambição necessário para limitar a mudança do clima e cumprir as metas do Acordo de Paris.”

EUA

Os Estados Unidos irão anunciar sua nova meta climática para 2030 em abril. Espera-se que o anúncio aconteça dias antes da Cúpula convocada pelo presidente Joe Biden para impulsionar a ambição dos maiores emissores globais.

Um dos desafios da CoP 26 é justamente aumentar a ambição dos países tanto na redução dos gases-estufa como no financiamento aos países que precisam de apoio.

"Espero que os EUA e a China possam igualar a União Europeia na entrega de estratégias que nos coloquem no caminho das emissões líquidas-zero", disse Laurence Tubiana, que foi uma das idealizadoras do Acordo de Paris e, hoje, é CEO da European Climate Foundation. As conclusões deste relatório são alarmantes”, seguiu Tubiana, que também é embaixador

"Com planos climáticos lamentavelmente fracos, grandes emissores como Japão, Austrália e Brasil estão pesando sobre a ambição global, quando na verdade deveriam estar liderando", disse Tasneem Essop, diretora-executiva da Climate Action Network.

Para ela, anúncios de metas líquidas zero em 2050 não podem ser o único sinal de ambição climática, como tem sido indicado por grandes emissores. "Os EUA e a China, que ainda vão apresentar suas metas, devem fazer isso o mais rápido possível. É imperativo que os Estados Unidos contribuam com sua justa parte, tanto sobre a redução de emissões, como em relação às finanças", disse Tasneem, segundo nota à imprensa.

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