Países mais rejeitados por Bolsonaro impulsionam o agronegócio

Países mais rejeitados por Bolsonaro impulsionam o agronegócio

Venezuela lidera as importações de arroz; China, as de soja; e o Irã, as de milho

Os países mais rejeitados por Jair Bolsonaro tiveram grande importância para o agronegócio brasileiro no ano passado. Vários produtos saídos das lavouras e das pastagens nacionais tiveram como destino essas nações.

Um exemplo típico é o do arroz. Graças aos venezuelanos e cubanos, os gaúchos puderam receber preços recordes pelo cereal no ano passado.

E na hora da falta desse cereal internamente, devido ao grande volume exportado, os argentinos e os paraguaios foram os que garantiram o abastecimento dos brasileiros.

Bolsonaro deve ter perdido a calma ao ver reluzentes caminhões com a bandeira venezuelana trazerem oxigênio para reduzir os efeitos do descontrole da pandemia em Manaus.

Os gastos do Brasil com esse produto na Venezuela, no entanto, deve ter sido pequeno em relação aos US$ 104 milhões despendidos pelos venezuelanos com a compra do cereal brasileiro.

Nos últimos três anos, esses vizinhos gastaram R$ 273 milhões com a compra de arroz no Brasil, valor bem acima dos US$ 73 milhões dos três anos imediatamente anteriores.

Mas os gaúchos, principais produtores de arroz, ficaram felizes com a aquisição venezuelana de 350 mil toneladas do cereal, base casca, no ano passado. Esse volume representou 19% de toda a venda brasileira ao exterior.

Os cubanos adquiriram 89 mil toneladas, no valor de US$ 27 milhões. Em 2019, as importações haviam somado US$ 12 milhões com a compra desse cereal.

Assim como a Venezuela liderou as importações de arroz do Brasil, a China, um país que sempre está na mira crítica da família Bolsonaro, liderou as compras de soja.

Foram 61 milhões de toneladas da oleaginosa, 5% mais do que em 2019. Os chineses foram responsáveis também pelo aumento do volume de exportação de proteínas do Brasil. Essas exportações garantiram os preços em patamares recordes internamente.

A União Europeia, ao comprar 7,7 milhões de toneladas de soja em 2019, elevou em 60% o volume adquirido, em relação a 2019.

Já o Irã, também na lista do governo entre os países indesejáveis, reduziu as compras de milho em 19% no ano passado, adquirindo apenas 4,4 milhões de toneladas do cereal. Mesmo assim, manteve a liderança nas compras.

Os esforços de Bolsonaro para elevar o ranking dos Estados Unidos na lista de fornecedores de cereais para o Brasil, no entanto, funcionou.

Com a liberação das tarifas de importação de arroz, os americanos exportaram 118 mil toneladas para o Brasil, 26% mais do que 2019. As exportações de trigo somaram 734 mil de trigo, com aumento de 72%.

125 anos de Brasil Com presença longa no país, a Bayer busca inovação, transformação digital e sustentabilidade no campo, segundo Malu Nachreiner, da divisão agrícola da empresa.

Lista de oferta No campo da inovação, novos produtos serão colocados à disposição dos produtores, principalmente na linha de milho, soja e algodão. A emissão de certificado de segurança para a soja Intacta 2 Xtend, pela União Europeia, amplia a lista de oferta de produtos no setor.

Baixo carbono A empresa está investindo também na agricultura de baixo carbono e acredita em uma boa aceitação por parte dos produtores. Além de aumentar a receita, o produto passa ser melhor reconhecido no mercado. ”É uma abertura ao novo”, diz Eduardo Bastos, diretor de sustentabilidade.

Ração A produção mundial atingiu 1,19 bilhão de toneladas no ano passado, volume 1% superior ao de 2019. O Brasil se mantém em terceiro lugar no ranking mundial, com produção de 77,6 milhões de toneladas, mas com evolução anual de 10%, segundo a Alltech.

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