País perde 43,2 mil empregos formais

País perde 43,2 mil empregos formais

Comércio puxou queda das vagas em março com demissão de 28,8 mil trabalhadores; piora surpreende mercado que esperava saldo positivo

Depois de encerrar o expediente na padaria do supermercado onde trabalhava na zona norte de São Paulo no dia 5 de março, Kezia Vicente da Silva foi surpreendida com a sua demissão. `Trabalhei o dia todo e, à noite, me chamaram num canto. Falaram que teriam mudanças na padaria e que elas começariam por mim`, contou.

O ntem, Kezia faz ia a homologação da suademissão no Sindicato dos Comerciários de São Paulo com outros trabalhadores do comércio que perderam o emprego no último mês. Esses trabalhadores engordaram os números negativos do emprego formal de março do Cadastro Geral de Desempregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem. No mês passado, o País perdeu, entre contratações e demissões, 43,2 mil postos de trabalho com carteira assinada.

O resultado surpreendeu os economistas do mercado financeiro, que esperavam pela abertura de 44 mil a 150 mil postos em março, segundo levantamento do Projeções Broadcast.

E o principal responsável pelo resultado mim foi o comércio varejista, que fechou 28,8 mil vagas (saldo entre demissões e contratações). Também houve perdas de postos de trabalho na agropecuária (9,5 mil), na construção civil (7,8 mil) e na indústria de transformação (3 mil). Houve fechamento de vagas formais em 19 das 27 unidades da Federação em março.

`Vejo esses números com muita preocupação`, afirmou o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah. Ele explicou que o rombo foi maior no comércio, porque o setor é o primeiro a sentir os solavancos da economia, que, na sua opinião, está perdendo dinamismo.

Essa também é a avaliação do economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Guilherme Dietze. `O desempenho do comércio até agora está muito abaixo do que se imaginava.`

A redução dos postos de trabalho coincide com um forte movimento de revisão das projeções para a economia. No fim de 2018, o mercado financeiro projetava em média um crescimento de 2,53% para este ano, conforme o Relatório Focus, do Banco Central. No fim de março, a expectativa estava em 1,98% e, agora, caiu para 1,71%. Controvérsia. Na divulgação do resultado do Caged, o governo procurou minimizar os números ruins. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência, março foi o primeiro mês de fechamento de vagas formais.

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, defendeu que os empresários adiaram as `demissões naturais` que ocorrem no início do ano, em janeiro e fevereiro, para março. Por isso, os números foram negativos.

Mas essa explicação foi refutada pelo s repre sentantes do comércio, o setor que mais contribuiu para os números estarem novermelho. Oscortes no varejo em março, segundo Dietze, não se tratam de demissões de temporários defimdeano. Normalmente, os temporários são cortados em janeiro e março é mês de contratações. Patah frisou que o comércio varejista contratou muito pouco no fim de ano passado.

Márcia De Chiara / são paulo Fabrício de Castro / Brasília

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