OCDE mostra a aceleração da inflação

OCDE mostra a aceleração da inflação

Em vários países, a inflação foi fortemente impulsionada pela alta dos preços de energia e das commodities agrícolas

A acelerada recuperação das principais economias do mundo vem acompanhada do aumento da inflação, que está atingindo níveis não observados há muitos anos. Nos países que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a inflação acumulada em 12 meses passou de 2,4% em março para 3,3% em abril. Esta é a maior alta média dos preços desde setembro de 2008, de acordo com a OCDE.

Nos últimos 12 meses, a inflação nos países da OCDE, e em vários outros, como o Brasil, foi fortemente impulsionada pela alta dos preços de energia e de algumas das principais commodities agrícolas. Se da inflação nos países da OCDE medida pela variação do índice de preços aos consumidores forem excluídas as variações dos preços de alimentos e energia, bastante voláteis no mercado mundial, a alta em 12 meses ficaria em 2,4% em abril e em 1,8% em março.

A aceleração da inflação é generalizada entre os países da OCDE. Nos Estados Unidos, ela passou de 2,6% em março para 4,2% em abril; no Canadá, de 2,2% para 3,4%; no Reino Unido, de 1,0% para 1,6%; na Alemanha, de 1,7% para 2,0%. Na região do euro, passou de 1,3% para 1,7%. Exceção notável é o Japão, cuja deflação, de -0,2% em março, se aprofundou para -0,4% em abril.

No G-20, grupo das 20 maiores economias mundiais do qual o Brasil faz parte, a inflação anualizada passou de 3,1% em março para 3,8% em abril. Argentina, Brasil, China, Arábia Saudita e África do Sul são países do grupo – além dos que fazem parte também da OCDE – onde a inflação sobe.

O expressivo aumento de muitas commodities nos últimos meses se dá sobre uma base de comparação (preços em abril de 2020) comprimida, por causa das medidas de restrições tomadas por muitos países para conter o avanço da pandemia. Com a retomada do crescimento, esses preços alcançaram níveis muito altos.

Em abril, os preços de energia na OCDE estavam 16,3% mais altos do que um ano antes. Em março, o aumento fora de 7,4%. É possível que a alta se mantenha por meses.

As medidas restritivas, como o trabalho em home office, fizeram aumentar muito a demanda de vários produtos, levando à escassez deles, com reflexos óbvios nos preços. Já há sinais de que a cadeia de produção de bens começa a se normalizar, mas não é um processo imediato.

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