OCDE: Brasil é única grande economia com expansão perdendo força

OCDE: Brasil é única grande economia com expansão perdendo força

Indicadores compostos avançados da Organização em agosto apontam tendência de moderação no crescimento econômico nos países desenvolvidos

Os indicadores compostos avançados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em agosto apontam tendência de moderação no crescimento econômico nos países desenvolvidos. Por sua vez, o Brasil aparece como a única grande economia com tendência de “desaceleração do crescimento”.

Esses indicadores são projetados para antecipar pontos de virada na atividade econômica em relação à tendência. Os resultados de agosto confirmam o que certos economistas vem alertando, de que a variante delta parece semear a dúvida. Ou seja, o crescimento permanece em níveis acima da tendência nos EUA e na zona do euro, mas está moderando.

Quatro fases cíclicas são definidas nos indicadores da OCDE. Na expansão, o indicador aumenta e fica acima de 100; na inflexão, o indicador diminui, mas continua acima de 100; na desaceleração, há uma baixa para menos de 100; e, na retomada, o indicador aumenta, mas ainda fica abaixo de 100.

Entre as principais economias da OCDE, os sinais de um crescimento moderado em níveis acima da tendência, assinalados na avaliação do mês passado, foram confirmados no Canadá, na área do euro como um todo, incluindo a Alemanha e a Itália, e também no Reino Unido. Na França, os indicadores apontam para uma moderação no ritmo de crescimento e permanece abaixo dos níveis de tendência. Em contraste, nos Estados Unidos e Japão apontam agora para um crescimento estável acima da tendência.

Entre as principais economias emergentes, o mecanismo da OCDE identifica para a Rússia e a China um aumento constante do crescimento acima dos níveis de tendência. No caso da Índia, permanece abaixo da tendência (98,4), mas continua a sinalizar um crescimento estável.

No caso do Brasil, porém, os indicadores apontavam 103,1 pontos em março, caíram para 102,8 em abril, em junho estavam em 102,3 e em agosto em 102. Significa que o crescimento brasileiro continua, mas mais lento.

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