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Nissan une México e Mercosul em plano de investimentos

Nissan une México e Mercosul em plano de investimentos

Veículos Acordo de livre comércio entre o Brasil e o país vai estimular mudanças estratégicas na região

A Nissan decidiu aproveitar o acordo de livre comércio entre Brasil e México para remodelar a estratégia de investimentos na região. Os programas destinados aos dois países e à Argentina passarão a ser integrados.

A distribuição da produção nas fábricas dos três paises também levará em conta esse formato e a operação brasileira será adequada para começar a exportar para o México, segundo o presidente da Nissan no Brasil, Marco Silva. A exemplo das demais montadoras, a Nissan, segunda maior fabricante de veículos no México, destina grande parte da produção mexicana ao mercado dos Estados Unidos.

Segundo Silva, a `otimização de investimentos` trará um novo enfoque à operação mexicana, que passará a se voltar mais para a América do Sul. A operação brasileira aguarda sinal verde da matriz para um novo plano de investimentos.

Hoje o sedã de luxo Sentra vendido no Brasil é importado do México. O plano, agora, diz Silva, é trazer nova versão do sedã médio Versa, recém-lançada no mercado mexicano. Mas a fábrica de Resende (RJ), diz ele, continuará a produzir a versão anterior.

O executivo diz que, embora tenha que ser aprimorada com reformas voltadas ao aumento da competitividade da indústria local, a política de expansão, por meio de acordos com regiões como a União Européia, é benéfica. `A redução de barreiras é algo fantástico`, destaca. `Mas, é bom lembrar que hoje produzir um carro no México custa 20% menos que no Brasil; por isso, o país precisa avançar na questão tributária e de infraestrutura`, afirma.

Também traz confiança, destaca o executivo, a aprovação da reforma previdenciária no primeiro turno na Câmara. O momento -político-econômico do Brasil, em que, segundo diz Silva, `todos parecem remar na mesma direção`, foi um dos dois principais motivos que levaram a Nissan a optar por começar a vender agora o seu carro elétrico Leaf. `Há muita coisa, ainda, para acontecer; mas o país agora tem um norte`, afirma. Apresentado â imprensa ontem, o Leaf será vendiclo no Brasil por R$ 195 mil.

O segundo motivo que deu segurança à montadora japonesa para começar a vender no mercado brasileiro carros movidos a eletricidade foram os relatos de taxistas de São Paulo e Rio, os primeiros a testar o Leaf há cerca de seis anos. Até então, cliz Silva, trazer carro elétrico para o Brasil `parecia um bicho de sete cabeças`.

Os testes com motoristas que não podem parar de atender passageiros para recarregar baterias foi a prova que a Nissan buscava para lançar o modelo elétrico no Brasil. Quando uma nova versão do modelo com linhas mais elegantes que a anterior foi lançada no Japão, Europa e Estados Unidos, no ano passado, Silva não teve dúvidas de que o carro agradaria ao brasileiro.

Segundo Silva, pesquisas cia companhia mostram que o carro será usado nos centros urbanos. Por isso, não é necessário, por enquanto, esperar pelos investimentos públicos em infraestrutura para carregamento de baterias. Para a direção da Nissan, a autonomia de 240 quilômetros permite que seu carro atenda às necessidades da maior parte das viagens diárias rotineiras em grandes cidades.

No Japão, Europa e Estados Unidos, veículos como o Leaf custam entre US$ 30 mil e US$ 40 mil. Em vários países, os governos oferecem bônus na compra de elétricos. Silva reconhece que o preço do veículo no Brasil é para poucos. `Mas não existe, ainda, carro elétrico popular em nenhum país`, afirma. `Mas em breve haverá`, destaca.

O preço do veículo no mercado brasileiro inclui um kit de carregamento e todo o suporte técnico para o consumidor instalar o equipamento em casa. Com esse recurso, carregar a bateria levará, na média, de seis a oito horas. Mas é possível fazer uma carga rápida em 40 minutos. Além da novidade de ser elétrico, o veículo traz uma série de itens de tecnologia, como alerta inteligente de mudança de faixa, que ajuda o motorista a voltar para a faixa de rodagem se, por descuido, ele desviar.

Com 400 mil unidades rodando, o Leaf é o carro elétrico mais vendido no mundo e a Nissan tem planos ousados de eletrificação. A montadora calcula que a partir de 2022, será capaz de vender anualmente 1 milhão de veículos elétricos ou híbridos. A marca trabalha no desenvolvimento de 20 modelos autônomos e eletrificados.

No Brasil, a empresa tem firmado parcerias com universidaco. des para o desenvolvimento de novas tecnologias de fontes enerram géticas para veículos. A mais recente, acertada com a Unicamp, será de em Campinas (SP), prevê o uso de bioetanol em carros elétricos. No caso, o veículo terá um motor ciar movido a combustível que servirá exclusivamente para fazer o  da elétrico funcionar. Isso eliminará não a necessidade do uso de tomadas ou carregadores. `Essa tecnolono gia não é só para Brasil; será usada no mundo`, diz Silva

Na América do Sul, pesquisas têm mostrado à Nissan consumico. Segundo a empresa, numa das abordagens recentes, realizada no Brasil, 56% dos entrevistados disseram acreditar que o carro elétrico será uma realidade no país dentro de dez anos. As entrevistas foram feitas antes de a montadora anunciar o preço do novo modelo.

O Leaf vendido no Brasil virá da fábrica da Inglaterra. A Nissan não tem planos, segundo Silva, para produzir modelos elétricos no Brasil. Com a expansão dos acordos cie livre comércio com regiões mais desenvolvidas é cada vez mais remota a chance de alguma montadora decidir produzir carros elétricos no Brasil.

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