Netanyahu se reúne com Bolsonaro, mas não deve acompanhar posse

Netanyahu se reúne com Bolsonaro, mas não deve acompanhar posse

Embaixada de Israel indica que premiê vai encurtar a passagem pelo Brasil e retornar ao seu país no domingo

Enfrentando uma crise interna, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, não deverá mais acompanhar aposse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em 1° de janeiro. A presença do premiê na cerimônia é vista como um dos principais trunfos do futuro presidente na esfera internacional.

A embaixada de Israel indicou que Netanyahu deve encurtar sua passagem pelo Brasil. Ele deve chegar na sexta-feira e retornar no domingo. A decisão final, no entanto, ainda não foi tomada. O encontro entre Bolsonaro e Netanyahu ocorrerá provavelmente na própria sexta-feira.

A informação sobre a reunião foi transmitida por um de seus assessores, por meio de um áudio gravado pelo próprio Bolsonaro via WhatsApp. O presidente eleito descansa antes da posse na Ilha da Marambaia, área de treinamento da Marinha.

Se o premiê israelense não comparecer, aposse de Bolsonaro deverá ter como principais autoridades o presidente do Chile, Sebastián Pinera, e o líder boliviano, Evo Morales únicoschefes de Estado confirmados. O presidente americano, Donald Trump, referência para Bolsonaro, será representado por seu secretário de Estado, Mike Pompeo.

A antecipação do retorno do primeiro-ministro para Israel deve ocorrer por causa de uma reviravolta política que coloca em risco o seu próprio futuro à frente do governo. Os líderes dos partidos da coalizão governista em Israel chegaram a um acordo anteontem para dissolver o Parlamento e novas eleições gerais foram marcadas para abril de 2019.

Pontes. Pela manhã, Bolsonaro afirmou por meio de sua conta no Twitter que a o futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, irá a Israel em janeiro para visitar as instalações de dessalinização, plantações e o escritório de patentes do país. Ele será acompanhado pelo seu homônimo israelense, Ofir Akunis.

O presidente eleito diz também que estuda testar uma tecnologia que produz água a partir da umidade do ar em escolas e hospitais da região. `Poderemos, inclusive, negociar a instalação de fábrica no Nordeste para venda desses equipamentos no nosso mercado`, escreveu Bolsonaro.

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