Não queremos benefícios, diz presidente da Volkswagen no Brasil e na AL

Não queremos benefícios, diz presidente da Volkswagen no Brasil e na AL

Pablo Di Si defendeu uma definição estratégica para a transição para uma indústria mais sustentável no país, com regras claras para incentivo dos investimentos

O presidente da Volkswagen no Brasil e na América Latina, Pablo Di Si, afirmou na Live do Valor desta quinta-feira que a indústria automobilística não quer benefícios fiscais, mas defendeu que haja uma definição estratégica para a transição para uma indústria mais sustentável no Brasil, com regras claras para incentivo dos investimentos. “Não queremos benefícios”, disse ele.

Di Si citou que já começou conversas no âmbito da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e do governo pela criação de uma “Rota 2050”, que aponte uma estratégia para a indústria. Em 2018, foi lançado pelo governo o programa Rota 2030, que substituiu o Inovar Auto como política industrial para o setor automotivo.

Os incentivos diretamente para os consumidores, para a compra de veículos elétricos, por exemplo, foram citados por ele como práticas de sucesso adotadas por países como Alemanha e Estados Unidos.

“O que se vê na Europa, na Alemanha, nos Estados, são [políticas] que no período inicial incentivam o consumidor, não as empresas, a fazer essa transição. Esses incentivos não duram a vida toda, um, dois, três, quatro anos, o que seja. Mas ninguém vai dar um benefício para o consumidor se não tem uma visão estratégica”, apontou.

Ao falar sobre os incentivos fiscais para a indústria no Brasil, o executivo afirmou ser a favor da prática quando se direciona para o desenvolvimento de economias regionais e apenas quando ela se dá por um tempo limitado. “Para ajudar as economias regionais e por um tempo limitado, é positivo para um país dar [um incentivo] para a indústria farmacêutica, de carros, mas limitado, com início, meio e fim. Uma vez que já se instalou, tem que seguir com suas próprias pernas”, disse.

Expansão em 2021
Di Si acredita em uma expansão de 15% a 20% da indústria automobilística no Brasil em 2021. Ele acredita em números “muito melhores” que os de 2020, mas considera “um pouco otimista” a projeção da Anfavea, de uma alta entre 20% e 22%.

A boa notícia, segundo ele, é a reação de outros mercados da América Latina, como a Argentina, em ritmo ainda maior que o do Brasil, o que favorece a indústria e em especial a Volkswagen.

“A Volkswagen é o maior exportador histórico de automóveis no Brasil. Vamos nos beneficiar com a venda para a Argentina e outros mercados”, afirmou.

Durante a live, Di Si comemorou que, na semana passada, foi realizado o primeiro embarque de automóveis produzidos pela Volks no Brasil para a África. O volume é pequeno, segundo ele, mas é um movimento importante para o equilíbrio da indústria, em função do câmbio flutuante. “O câmbio pode valorizar, pode desvalorizar. A estratégia [da empresa] não pode estar atada ao câmbio. O importante é ter um negócio com equilíbrio, com importações e exportações”, apontou.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino