Não há risco de golpe ou ruptura democrática no Brasil, diz presidente da Eurasia Group

Não há risco de golpe ou ruptura democrática no Brasil, diz presidente da Eurasia Group

21:23 - Para Ian Bremmer, instituições no país são fortes; mas agravamento da crise política pode levar a episódios de violência, e a eleição de 2022 será "complicada"

O Brasil não caminha para a ruptura democrática com um golpe de Estado, afirma Ian Bremmer, presidente da consultoria Eurasia Group. “Se nós, nos Estados Unidos, não caminhamos para isso [golpe de Estado, com o ex-presidente Donald Trump], vocês no Brasil não estão caminhando [para isso]”, disse ele, em entrevista ao Valor.

“Na verdade [as situações], são muito similares. Em ambos os casos, há presidentes que dizem coisas loucas e não estão interessados em democracia. Mas em ambos os casos, há instituições políticas que são fortes o suficiente para impedir que eles façam isso.”

Bremmer lembrou que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) caiu por conta da covid-19 e da crise econômica. E que agora até grupos que antes o apoiavam começam a se voltar contra ele.

“Até mesmo a comunidade de negócios veio a público para se colocar contra excessos [do presidente] e dizer: ‘Quero ouvir o Supremo Tribunal Federal’”, observou. Ele comentou que a maneira como o presidente Bolsonaro raciocina “não é como o país funciona e não se pode estar acima da lei.”

Bremmer ressalvou, contudo, que o Brasil pode facilmente vivenciar violência por conta do acirramento da crise política, e que a eleição de 2022 será complicada. “Será uma eleição muito constrangedora, com prejuízos para o Brasil, porque há 30% da população que acreditam nas loucuras que o presidente diz”, afirma.

“Mas haverá eleições livres e justas, e a transferência de poder será pacífica. Bolsonaro diz que ou vai preso, ou é morto ou vence a eleição. Sabemos que tudo isso é bobagem.

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