Na Argentina, taxa de desemprego cai para 9,6% no segundo trimestre

Na Argentina, taxa de desemprego cai para 9,6% no segundo trimestre

Nos três primeiros meses de 2021, o índice era de 10,2%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec)

A taxa oficial de desemprego na Argentina no segundo trimestre deste ano caiu para 9,6%, informou nesta quinta-feira (23) o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Nos três primeiros meses de 2021, o índice era de 10,2%.

Os dados para o período entre abril e junho também mostram uma queda de 3,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando o desemprego atingiu 13,1% e apresentou o maior nível desde o início da pandemia.

Naquela época, muitas empresas foram obrigadas a demitir seus funcionários em meio às rígidas restrições adotadas pelo governo de Alberto Fernández para combater a primeira onda de casos de covid-19.

Agora, a melhora na taxa de desemprego está relacionada à flexibilização das medidas de combate ao vírus, segundo disse, em entrevista a uma rádio local, o ministro da Economia, Martín Guzmán, antes da publicação dos números.

“O relaxamento das restrições sanitárias ajuda a economia porque há um impacto no setor de serviços, que é aquele que gera empregos menos qualificados”, disse ele. “Melhora também a situação dos setores informais, que são os que mais sofreram [com a pandemia].”

A falta de trabalho afetou mais as mulheres do que os homens no segundo trimestre. “Entre os homens, esse índice era de 9%. Entre as mulheres, a taxa de desemprego foi de 10,4%, neste caso, um decréscimo de 1,9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (12,3%), explicou o Indec em relatório.

Apesar do panorama geral positivo, há dois dados que geram alerta em relação ao mercado de trabalho. Por um lado, a taxa de atividade — que mede a população economicamente ativa (PEA) — chegou a 45,9%, uma queda de 0,4 pontos percentuais em relação aos três primeiros meses do ano e ainda inferior aos 47% do quarto trimestre de 2019, antes de a pandemia atingir a Argentina.

Já a taxa de subocupação, entendida como o percentual de pessoas sem ocupação, que estão disponíveis para trabalhar e procuram ativamente emprego, como proporção da PEA, ficou em 12,4%. Neste índice, houve aumento de 2,8 pontos em relação ao mesmo período do ano passado e também subiu na comparação com o primeiro trimestre (11,9%).

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