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Multinacionais mantêm interesse nas reservas brasileiras

Multinacionais mantêm interesse nas reservas brasileiras

Ausentes dos megaleilões no Brasil de áreas consideradas entre as mais atrativas do mundo para a exploração de petróleo, na semana passada, grandes petroleiras estrangeiras privadas como Shell, Chevron, Total, Galp e Wintershall Dea sinalizam interesse em avaliar possibilidades de investir em futuros leilões no país.

Indagados pelo Valor sobre as razões para não terem oferecido lances nos leilões, as petroleiras foram evasivas. A Royal Dutch Shell respondeu que tem `um portfólio de ativos de alta qualidade e oportunidades cie desenvolvimento no Brasil`. Acrescentou que `continuaremos a avaliar novas oportunidades de investir no país, alinhadas às nossas expectativas de investimento e capacidade de agregar valor máximo aos nossos acionistas de maneira segura e socialmente responsável`.

A americana Chevron disse que, após uma avaliação minuciosa das oportunidades, decidiu não participar da sexta rodada de licitações de compartilhamento de produção, mas também sem entrar em detalhes.

Mas adiantou: `Continuamos comprometidos em aumentar nossa presença no Brasil por meio dos blocos do pré-sal adquiridos nas rodadas de 2018 e 2019. O país é uma parte importante do portfólio da Chevron na América Latina. A Chevron está comprometida com o Brasil a longo prazo e tem interesse em avaliar possíveis oportunidades futuras que se encaixam em nosso portfólio`.

Por sua vez, a Total E&P Brasil disse que não participou da rodada realizada na quarta-feira `por entender que a mesma não oferecia oportunidade para que a companhia atue como operadora`. Mas, através de porta-voz, a companhia francesa destacou que `está sempre avaliando novas oportunidades de negócios e ativos estratégicos para reforçar sua posição como operadora no Brasil`. A Total exemplifica que na 16â rodada da ANP arrematou o bloco C-M-54I, na Bacia de Campos, como operadora (40%), em consórcio com as empresas Qatar Petroleum (40%) e Petronas (20%).`

A Wintershall Dea, com sede em Hamburgo, disse ter feito uma avaliação completa, considerando fatores técnicos e econômicos, que resultou em uma estratégia de não fazer lance para essa rodada. `Continuaremos a avaliar outras opções de crescimento futuro que se ajustem à nossa estratégia, por exemplo, nas próximas rodadas de licença`, disse um porta-voz.

A petroleira alemã diz considerar o Brasil como uma região importante para seu crescimento global. Informa que constrói um portfólio de licenças no país e sobretudo está `muito satisfeita` com a obtenção de um total de nove participações de licenças durante as rodadas de licitações em 2018 e na 16a rodada do mês passado.

A petroleira portuguesa Galp Energia, também uma das 14 empresas escolhidas pelas autoridades brasileiras para participar no inegaleilão de petróleo, foi outra que acabou sem fazer propostas.

`A Galp decidiu não participar, pois essa oportunidade não atendia aos nossos critérios de investimento, apesar do nosso interesse no Brasil, explicou o porta-voz da companhia, Diogo Sousa. A empresa não detalhou quais seriam os critérios de investimento, nesse contexto considerado sensível.

Em julho, o presidente da Galp, Carlos Gomes da Silva, tinha afirmado a analistas que a empresa adotaria postura prudente no inegaleilão para exploração e produção em mar no Brasil, considerando cjue os ativos começavam a ficar caros, conforme publicou na ocasião a revista `Época Negócios`.

Na ausência das grandes petroleiras estrangeiras, o ministro da Economia, Paulo Guedes, considerou que o fiasco se deve ao regime de partilha e defendeu a extinção do modelo de outorga instituído em 2010 pelo governo Lula.

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