Mourão reúne grupo para rebater críticas ambientais

Mourão reúne grupo para rebater críticas ambientais

Objetivo é responder a carta de investidores. Gestores estranham possível presença de Salles; ´passar a boiada´ foi mencionada no texto

Capitaneado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, um grupo de ministros começou, ontem, a elaborar uma estratégia de comunicação para melhorar a imagem do Brasil no exterior. A idéia é preparar respostas a uma carta redigida por investidores de nove países que, juntos, administram US$ 3,7 trilhões, demonstrando preocupação com uma série de temas relacionados ao governo brasileiro, como o desmatamento da Amazônia. A correspondência foi encaminhada há uma semana a diplomatas brasileiros.

Entre os participantes da reunião com Mourão estavam os ministros da Agricultura e da Casa Civil, Tereza Cristina e Braga Neto; e os presidentes do Banco Central e da Agência de Promoção de Exportações (Apex), Roberto Campos Neto e Ricardo Segóvia. Caberá a Campos Neto fazer a ponte entre esses investidores parte deles fundos de pensão e o governo brasileiro. Essa iniciativa havia sido antecipada, no domingo, pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim.

A Amazônia é um dos temas delicados a serem tratados com os investidores que na carta chegaram a pedir reuniões com representantes do governo brasileiro. A possível participação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, no entanto, surpreendeu os gestores. Salles e seus comentários sobre `passar a boiada` foram mencionados na carta. Mourão está organizando o encontro porque preside o Conselho da Amazônia. A mensagem que será transmitida é que as autoridades brasileiras estão se antecipando para evitar a propagação de incêndios em época de estiagem e a expansão do desmatamento ilegal.

E, em, defesa do agronegócio, será reforçado o argumento de que mais de 60% da vegetação nativa do Brasil são preservados. Outra preocupação demonstrada na carta diz respeito ao projeto de lei da regularização fundiária, apelidado de `PL da Grilagem`. Segundo uma fonte, a tarefa é explicar aos investidores que a regularização fundiária não tem o objetivo de abrir reservas indígenas à mineração. A idéia seria titular a terra e atribuir responsabilidades, para que o proprietário possa ser punido em caso de infrações.

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