Moro anuncia escritório de inteligência na fronteira para o fim de 2019

Moro anuncia escritório de inteligência na fronteira para o fim de 2019

Prazo de implantação foi dado a deputados nesta terça-feira e projeto-piloto será em Foz do Iguaçu

SAO PAULO - O ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, vai apresentar até o fim deste ano um novo projeto de segurança nas fronteiras, destinado a fortalecer o combate ao tráfico de entorpecentes e armamentos. Em reunião com parlamentares do grupo de trabalho destinado a analisar e debater mudanças promovidas na legislação penal e processual penal, realizada nesta terça-feira, Moro afirmou que pretende apresentar o novo modelo a partir de um projeto já em construção.

Segundo o ministro, será criado um escritório de inteligência integrado nos principais pontos de trânsito das fronteiras. O escritório deve reunir agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Forças Armadas, além de representantes das polícias locais. O projeto-piloto será implantado em Foz do Iguaçu, no Paraná, que faz fronteira com Ciudad del Este, no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina.

O escritório de inteligência será também o responsável por articular operações conjuntas com os países vizinhos. Em março passado, ao falar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, Moro citou operações conjuntas com o Paraguai para erradicar plantações de maconha no território vizinho e afirmou que a cooperação Brasil-Paraguai vai incluir o aumento no intercâmbio de efetivo policial entre os dois países.

- Se o projeto piloto der certo, vai ser reproduzido em outras fronteiras e poderemos potencializar o uso de recursos nessa área - disse Moro, acrescentando que o projeto não precisa, necessariamente, passar pelo Congresso, já que a maior parte das medidas são no âmbito do Executivo.

O ministro se inspirou no Fusion Center, um escritório norte-americano que integra várias forças na área de El Paso, no Texas, que faz fronteira com o México.

Além de armas e drogas, a tríplice fronteira no Paraná é apontada como porta de entrada no Brasil de contrabandos em geral. Numa reunião com o governador do Paraná, Ratinho Junior, realizada no fim de março, Moro estabeleceu prazo de 45 dias para definir o cronograma de ação em Foz do Iguaçu.

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