Ministério da Economia projeta crescimento maior do PIB em 2021, de 3,5%

Ministério da Economia projeta crescimento maior do PIB em 2021, de 3,5%

Para 2022, expectativa é de crescimento de 2,5% para a economia brasileira; boletim macro da SPE destaca importância da vacinação para a melhora da atividade

O Ministério da Economia revisou para 3,5% a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, conforme antecipado pelo Valor. Na grade de parâmetros anterior, divulgada em março, a projeção era de uma alta de 3,2%. O cálculo foi elaborado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia. Para 2022, a projeção é de alta de 2,5%.

Já a estimativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi alterada para elevação de 5,05% em 2021, ante os 4,42% previstos antes. Para o ano que vem, a estimativa foi mantida em 3,5% de aumento.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também deverá ficar em 5,05% neste ano, ante os 4,27% projetados em março, segundo a SPE. Para 2022, a projeção foi mantida em 3,5%.

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), deverá fechar o ano em 15,21%, ante 5,06% estimados em março. Para 2022, a projeção é de 4,26% (ante 3,57% de março).

A SPE afirma em um box do Boletim Macrofiscal divulgado nesta terça-feira que a vacinação em massa contra a covid-19 é imprescindível tanto para o crescimento atual quanto para o futuro.

A redução das restrições beneficiará o consumo e a atividade, diz o texto. A vacinação influencia também as expectativas quanto ao desempenho futuro da economia. Quanto mais rápida, melhores as projeções para o crescimento do PIB.

Usando dados de 30 países com maior PIB, a SPE constatou que para cada aumento de 10 pontos percentuais (p.p.) nas doses aplicadas por 100 habitantes, há uma revisão para cima do PIB em 0,13 p.p., na média.

Até 7 de maio, o Brasil havia aplicado mais doses por 100 habitantes do que países como Índia, Rússia, Argentina e México. Porém, a quantidade é menor do que para alguns países desenvolvidos.

A SPE avalia que a vacinação em massa continuará progredindo no Brasil. Afirma que, ao observar a quantidade de doses recebidas pelos Estados e o número de doses aplicadas, “é possível verificar que há muitas doses que já foram distribuídas e aguardam aplicação”. Por isso, existe potencial para a vacinação ser ampliada no curto prazo.

“Dessa forma, o processo de vacinação em massa continuará avançando, o que fortalecerá a atividade econômica no segundo trimestre de 2021, principalmente no setor de serviços” , afirma o boletim. “A vacinação em massa, a consolidação fiscal e as reformas pró-mercado pavimentarão o caminho para crescimento de longo prazo da economia brasileira.”

Déficit primário
A secretaria estimou em 1,31% do PIB o déficit primário estrutural das contas do governo central em 2020. Em 2019, o resultado estrutural foi negativo em 1,19% do PIB.
Para Estados e municípios, o resultado fiscal estrutural em 2020 foi deficitário em 0,06% do PIB. O resultado primário efetivo no ano passado foi deficitário em 9,4% do PIB, ante 0,8% do PIB em 2019.

Com os números novos de resultado estrutural, a SPE calculou também o chamado “impulso fiscal”, que é uma métrica para tentar estimar o impacto fiscal em termos de estímulo à economia. Em 2020, esse impulso foi positivo em 0,17% do PIB, invertendo o sinal negativo que vinha sendo dado desde 2017.

Por Lu Aiko Otta e Fabio Graner,

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