Militares paraguaios são mortos em ataque com explosivos perto da fronteira com o Brasil

Militares paraguaios são mortos em ataque com explosivos perto da fronteira com o Brasil

17:00 - Local faz parte da área de atuação do Exército Marxista Leninista do Povo Paraguaio (EPP), um pequeno grupo guerrilheiro que atua no país desde 2010

Pelo menos três soldados paraguaios morreram na quinta-feira em uma explosão em uma área onde opera um pequeno grupo guerrilheiro, perto da fronteira com o Brasil. O poderoso artefato destruiu o caminhão em que viajavam em uma estrada de terra que liga várias fazendas de gado na área, que fica a cerca de 500 quilômetros da capital paraguaia.

Nesta sexta-feira, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, expressou suas condolências aos familiares durante uma cerimônia com as Forças Armadas. As vítimas são Lauro Ramón Monzón Acosta, de 30 anos; Eulalio Espinoza, de 29; e Mauricio Pérez Paredes, 26.

O local faz parte da área de atuação do Exército Marxista Leninista do Povo Paraguaio (EPP), grupo guerrilheiro que atua no país desde 2010. Os militares, que pertencem à Força-Tarefa Conjunta (FTC), criada justamente para combater o grupo guerrilheiro, seguiam em um veículo blindado quando aconteceu o atentado, entre as cidades de Santa Rosa del Aguaray e Capitán Bado, na divisa dos departamentos [estados] de San Pedro e Amambay, a menos de 60 km de Mato Grosso do Sul.

— Os terroristas usaram explosivos de alta potência na emboscada — disse o coronel Luis Apesteguía, porta-voz da FTC.

Ao jornal paraguaio ABC Color, Apesteguía revelou detalhes da emboscada, segundo ele “muito bem elaborada”: o comboio, composto por um caminhão e uma van, foi atacado durante a tarde quando os miltares terminavam a patrulha em San Pedro. Os agressores enterraram uma armadilha no trajeto e a detonaram no momento em que o caminhão militar passava pelo local. O poder da bomba foi tanto que destruiu todo o veículo. Os três ocupantes morreram imediatamente. Os ocupantes da van conseguiram fugir.

O ataque aconteceu, segundo a imprensa paraguaia, na fazenda La Yeya, mesmo local onde os terroristas — que promovem sequestros, assaltos e saques contra propriedades rurais — sequestraram, em 2016, o agricultor Franz Wiebe. Ele só foi libertado no ano seguinte, após pagamento de resgate. Também naquele ano, um ataque semelhante do EPP matou oito integrantes da força-tarefa, que viajavam em um comboio militar em uma área rural.

Aproximadamente cem pessoas, entre militares, policiais e civis foram mortas pelos guerrilheiros armados. Eles também são responsáveis por uma dezena de sequestros, o mais proeminente sendo o do ex-vice-presidente do país Óscar Denis (2012-2014), de 75 anos, cujo paradeiro é desconhecido desde seu sequestro, há um ano. As forças de segurança estimam que o grupo, fundado em 2008 e com a defesa do campesinato pobre como bandeira política, tenha hoje 20 membros ativos.

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