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Militares e centrão pressionam Bolsonaro por troca na Saúde

Militares e centrão pressionam Bolsonaro por troca na Saúde

Cobrança por saída de Pazuello ocorre em meio ao embate entre Gilmar Mendes e integrantes das Forças Armadas

Em meio aos recentes embates entre militares que integram o governo e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado pela ala militar e pelo centrão a escolher o sucessor do atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Interino no cargo, o general da ativa tem dito a aliados que já está de saída do ministério e que quer voltar à carreira nas Forças Armadas para se aposentar como general quatro estrelas. Na semana passada, Bolsonaro disse a jornalistas que Pazuello `é um nome que não vai ficar para sempre` e que `já deu uma excelente contribuição`. Desde o início, o plano era que ele ficasse à frente da pasta durante a crise do coronavírus, mas depois voltasse para o Exército. Pazuello assumiu o cargo em maio, depois da saída de Nelson Teich.

A pressão para a troca do ministro aumentou neste fim de semana. No sábado, Gilmar Mendes disse que o Exército se associou a um `genocídio`, em alusão à condução do governo Bolsonaro frente à epidemia da Covid-19.0 Ministério da Defesa classificou a declaração de `leviana` e, ontem, enviou uma representação para a Procuradoria- Geral da República. Caberá ao procurador-geral, Augusto Aras, decidir se abre uma investigação ou arquiva o caso. O episódio, no entanto, reforçou a opinião da ala militar do Palácio do Planalto de que Pazuello deve ser substituído, para que não haja associação entre a gestão na Saúde e o Exército brasileiro. No Congresso, líderes de partidos do centrão se desentenderam com o ministro da Saúde após a publicação de uma portaria distribuindo a estados e municípios verbas para o combate ao coronavírus. Parlamentares se queixaram de que os repasses não atenderam as indicações prometidas pelo governo, criticando o ministério pela falta de experiência em lidar com políticos.

Não há motivo para desgaste nesse caso. Pazuello acertou, já que seguiu critérios técnicos e não políticos argumentou o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso.

O prazo para a permanência do ministro interino é agosto, segundo integrantes do governo. Caso queira continuar depois disso, integrantes da ala militar defendem que ele vá para a reserva que Pazuello já sinalizou que não quer fazer, já que ainda general três estrelas. Enquanto o impasse não resolvido, segue a crise que teve como origem a declaração de Gilmar sobre presença das Forças Armadas na Saúde. Ontem, o vice-presidente Hamilton Mourão cobrou uma retratação do ministro: Com certeza (tem que pedir desculpas). Se ele tiver grandeza moral, tem que se retratar. Em nota, Gilmar afirmou que respeita as Forças Ardas madas e que a sua crítica foi restrita à participação na Saúde. O ministro do STF acrescentou que que as Forças Armadas, `ainda que involuntariamente`, estão que tisendo chamadas a cumprir uma missão `avessa ao seu importante papel enquanto instituição permanente de Estado`. O ministro disse não ter atingido a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica e destacou que apenas refutou `a decisão de se recrutarem militares para a formulação e a execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros`. Ao deixar o Palácio do Planalto, Mourão disse que a nota divulgada por Gilmar não tinha `nada a ver` e não era suficiente. O vice-presidente voltou a dizer que o ministro do STF deveria pedir ele deveria pedir desculpas, se tiver `grandeza moral`.

´DOIS MESES SEM COMANDO NA SAÚDE´, Ramagem ainda pode chefiar PF

>0 ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, afirmou que ainda existe a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro nomear o delegado Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. Em conversa publicada no canal do deputado federal Eduardo Bolsonaro no YouTube, Oliveira disse que não haveria empecilho para Ramagem assumir o posto quando for encerrado o inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as declarações do ex-ministro Sérgio Moro de que o presidente queria interferir na PF.
> Ainda há a possibilidade (da nomeaçãode Ramagem para a PF), por óbvio. Temos um inquérito tramitando, com o ministro Celso de Mello, que versa sobre essa apuração das declarações do ex-ministro da Justiça (Moro). Entendo que, com o fim desse inquérito, o que acredito que deve ocorrer em breve, não há óbice nenhum para nomeação do delegado Alexandre Ramagem, caso o presidente queira fazer em breve disse Oliveira.
> O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, emabril.asuspensãoda nomeaçãode Ramagem para o cargo dediretor-geral da Polícia Federal. Moraes considerou que havia desvio de finalidade na nomeação. Ramagem é amigo dos filhosde Bolsonaro e coordenou a segurança pessoal do então candidato a presidente durante a campanha eleitoral de 2018.

NATÁLIA PORTINARI E DANIEL GULLINO

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