México reclama de atraso da vacina russa

México reclama de atraso da vacina russa

O atraso na produção da vacina na Rússia está levando as autoridades mexicanas a considerar a adoção da “Sputnik Light”, que tem a primeira dose como principal vacina e a segunda como reforço até seis meses depois

Devido a atrasos na produção da Sputnik V na Rússia, o México sofre com a falta de segundas doses para sua campanha de vacinação. O problema está levando as autoridades mexicanas a considerar a adoção da “Sputnik Light”, que tem a primeira dose como principal vacina e a segunda como reforço até seis meses depois

A opção da Sputnik Light depende das autoridades de saúde do México decidirem se o imunizante será aprovado para uso no país, disse ontem o ministro de Relações Exteriores, Marcelo Ebrard.

O vice-ministro da Saúde do México, Hugo López-Gatell, disse que a Sputnik Light pode ser até 80% eficaz contra a covid-19 em comparação com 92% para as doses juntas, mas acrescentou que são necessários mais estudos.

O atraso na produção russa, segundo López-Gatell, decorre do fato do adenovírus usado para aplicar a segunda dose da Sputnik não se desenvolver tão rapidamente em laboratório quanto o primeiro, disse, na segunda-feira. “Não há quantidade suficiente para aplicação da segunda dose.”

O problema com a Sputnik representa um significativo revés à campanha de vacinação do México, que está atrasada em relação a outros países na região, como Chile e Brasil, em relação ao tamanho da população. No Brasil, a Sputnik ainda está em análise pela Anvisa, mas vários governadores já anunciaram intenção de comprar a vacina russa.

A Rússia, por sua vez, nega qualquer atraso de fabricação. “Os comentários feitos pelas autoridades mexicanas sobre a produção da segunda dose da vacina Sputnik V não são verdadeiros”, disse um porta-voz do Fundo de Investimento Direto Russo, responsável pela comercialização da vacina no mundo. “A fabricação de ambos os componentes da Sputnik V está sendo ampliada na Rússia e no exterior para atender totalmente à crescente demanda internacional pela vacina”, acrescentou.

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