Mercosúl vai discutir revisão de tarifas de importação

Mercosúl vai discutir revisão de tarifas de importação

Na abertura da 54ª Cúpula do Mercosul, a primeira depois de ter sido fechado o acordo entre o bloco e a União Europeia, o chanceler argentino, Jorge Faurie, disse que um dos temas a serem abordados será a revisão das tarifas de importação para que nossas economias ganhem produtividade e competitividade no cenário internacional.

"Será a primeira vez, em 25 anos, que faremos uma revisão integral das alíquotas".

Com relação ao acordo com a União Europeia, os países do bloco discutem um esquema comum para acelerar o processo de implementação do tratado, por meio do mecanismo de cláusula de vigência bilateral.

O que significa que, uma vez ratificado pelo Parlamento Europeu, se um dos países sul-americanos aprovar em seu Congresso antes de seus vizinhos, ele já pode começar a implementar o pacto. Essa medida, porém, vale só para questões comerciais.

Anunciado no fim de junho após mais de 20 anos de discussões, o acordo entre Mercosul e União Europeia, que envolve 780 milhões de pessoas, prevê redução paulatina das tarifas de importação entra os blocos.

O chanceler argentino também anunciou oficialmente o acordo para a eliminação da cobrança de roaming internacional entre os países integrantes do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

"Será um elemento para facilitar a vida dos cidadãos, que, com cada vez maior frequência, se movem entre nossos países e pedem para estar mais conectados".

Nesta terça-feira (16), participam da reunião os chanceleres. Além do anfitrião, Faurie, estão presentes o brasileiro, Ernesto Araújo, o uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, e o paraguaio Luis Alberto Castiglioni.

Nesta quarta (17), ocorre a cúpula dos quatro países. A Argentina, atual presidente pro-tempore do bloco, passará o bastão para o Brasil.

Faurie disse ainda que os países também pretendem avançar nos acordos já em negociação com Canadá, Coreia, Singapura e Vietnã.

Ao chegar para o encontro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na noite desta terça compartilhar da visão de Jair Bolsonaro de que o Mercosul serviu para fechar a economia brasileira porque estava alinhado a uma ideologia obsoleta.

"O Mercosul tem sido uma ferramenta de atraso".

Para o ministro, o bloco tem de virar uma ferramenta para integrar os países latino-americanos em torno de uma economia moderna.

Caso contrário, o Mercosul não nos interessa, e essa é exatamente a visão do presidente [Mauricio] Macri, Bolsonaro e [do presidente dos EUA, Donald] Trump.

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