Meio ambiente será fiel da balança na relação com os EUA, diz Amcham

Meio ambiente será fiel da balança na relação com os EUA, diz Amcham

17:35 - A CEO da Câmera Americana de Comércio (Amcham), Deborah Vieitas, considera que o "meio ambiente será o fiel da balança no sucesso da relação Brasil-Estados Unidos" no novo governo. Para ela, a carta do presidente Bolsonaro a Biden demonstra efetivamente que há um desejo em convergir no lado do meio ambiente, que é o ponto crítico neste momento.

No texto, Bolsonaro diz que o desenvolvimento sustentável e proteção do meio ambiente, em especial, da Amazônia são áreas de interesse comum. Afirma ainda que o "Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais". No entanto, a realidade é que o Brasil reduziu a ambição das metas firmadas no acordo. Além disso, o governo minimizou as queimadas no Pantanal e o desmatamento na Amazônia. Uma das provas do desgaste na área é que o país não pôde discursar em uma cúpula histórica da ONU em dezembro, por não ser considerado um ator relevante na agenda do clima.

Outra área sensível, segundo a presidente da Amcham, é a discussão sobre a pauta de direitos humanos, o que pode trazer algum "desconforto" no relacionamento. Especialmente porque o democrata anunciou que organizará uma cúpula global pela democracia. Especialistas analisam que o evento é uma resposta ao movimento mundial de extrema direita.

"No geral, a nossa expectativa é que possamos construir uma nova agenda com os Estados Unidos. Não vemos recuo no que temos até hoje, pois são discussões frutíferas e de interesse para os dois países. Podemos ter agenda mais ambiciosa em temas novos como ligados à questão do meio ambiente, ao setor de saúde, e desenvolvimento da bioeconomia", considera Vieitas.

Segundo a associação, há mais de 10 anos, o Brasil e o Estados Unidos têm um diálogo comercial entre governos. Além da parte governamental, existe uma comunidade forte e ativa no âmbito bilateral, com volume de investimento de longa data e número grande de empresas americanas baseadas no Brasil.

"Esta força empresarial ajuda de maneira determinante para um relacionamento pragmático e construtivo entre os dois países", considera o vice-presidente da Amcham, Abrão Neto.

No ano passado, por conta da pandemia o intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos registrou a pior marca em 11 anos.Segundo estudo da Amcham, o fluxo de comércio de US$ 45,6 bilhões, queda de 23,8% em relação a 2019.

"O comércio do Brasil com Estados Unidos sofreu de maneira mais densa do que com outros parceiros. Isto se explica porque os produtos industrializados com maior valor agregado correspondem a 90% da exportação e foi a categoria que foi mais afetada pela pandemia. Para ambos os lados, há também a participação importante do petróleo e produtos derivados, que também foi bastante afetada no ano passado", diz Neto.

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